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  Redação E-Commerce Brasil

Na Europa, menos de 30% das empresas estão adequadas à GDPR

Sexta-feira, 11 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

Mais de um ano após a vigência da GDPR da Europa, o Capgemini Research Institute constatou que as empresas não levaram a sério o novo regulamento. Apenas 28% atingiu a conformidade, o que contrasta uma pesquisa semelhante no ano passado — na ocasião, 78% diziam estar preparados quando o regulamento entrou em vigor em maio de 2018. No entanto, as organizações estão percebendo os benefícios de estar em conformidade: 81% dizem que a GDPR teve um impacto positivo em sua reputação e imagem de marca.

O relatório “Championing Data Protection and Privacy – a Source of Competitive Advantage in the Digital Century — em tradução livre: “Defendendo a Proteção de Dados e a Privacidade – uma Fonte de Vantagem Competitiva no Século Digital”) — mostra que as empresas responderam aos novos requisitos mais lentamente do que o esperado, citando barreiras, incluindo a complexidade dos requisitos de regulamentação, custos de implementação e desafios da infraestrutura herdada.

Enquanto isso, um número significativo de organizações está investindo pesadamente em proteção de dados e privacidade. Tudo para garantir a conformidade com as regulamentações existentes e estabelecer as bases para o futuro. O levantamento é um alerta às empresas brasileiras. Afinal, elas têm de estar em conformidade com a Lei de Proteção de Dados Pessoais a partir de agosto de 2020.

As principais conclusões do relatório

Embora tenha passado mais de um ano desde que o GDPR entrou em vigor, a posição de muitas empresas permanece incerta em termos de conformidade. Enquanto 28% das organizações afirmam ter atingido a conformidade, apenas 30% das organizações estão “próximas disso” — mas ainda estão resolvendo ativamente os problemas pendentes. A conformidade foi mais alta com empresas nos Estados Unidos (35%), seguida pelo Reino Unido e pela Alemanha (ambos com 33%), e mais baixa em empresas espanholas, italianas (ambas em 21%) e suecas (18%).

Principais desafios

Os executivos identificaram alguns desafios como barreiras para alcançar a conformidade total com GDPR. São eles: alinhar os sistemas de TI legados (38%); a complexidade dos requisitos de GDPR (36%); e os custos proibitivos para alcançar o alinhamento com os regulamentos (33%). O volume de consultas dos titulares dos dados também foi extremamente alto: 50% das empresas americanas cobertas pelo GDPR receberam mais de mil consultas. O mesmo valeu para 46% das empresas francesas, 45% na Holanda e 40% na Itália.

À medida que as organizações lutam para cumprir a meta, elas estão realmente fazendo investimentos significativos para cobrir os custos do aumento de honorários profissionais para apoiar o alinhamento do GDPR. Algo como 40% delas esperam gastar mais de US$ 1 milhão em honorários legais e 44% em atualizações tecnológicas em 2020. Além disso, as organizações enfrentam um novo desafio: a adoção de nova legislação em diferentes países fora da União Europeia.

O estudo mostra ainda que as organizações precisam ter a filosofia correta sobre proteção e privacidade de dados. Além disso, sugere que é melhor abordá-lo de maneira proativa, e não apenas como uma atividade de conformidade. “O GDPR não é algo com um término determinado. É algo em que você precisa trabalhar continuamente”, afirma Michaela Angonius, vice-presidente e chefe do grupo de regulamentação e privacidade da Telia Company. “Começamos a conscientizar internamente muito antes de a lei ser adotada. Isso porque previmos que esse seria um dos maiores projetos de conformidade que realizaríamos na empresa”.

A pesquisa entrevistou 1.100 executivos seniores, diretores e superiores, espalhados por oito setores: seguros, bancos, produtos de consumo, serviços públicos, telecomunicações, saúde e varejo. Os executivos pertencem a empresas com sede na Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Noruega, Reino Unido e Suécia. A Capgemini também conduziu entrevistas com líderes e especialistas do setor, examinando o status atual e o impacto dos regulamentos de privacidade de dados.

Para mais informações, acesse aqui.

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