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  Redação E-Commerce Brasil

O que mudou para as indústrias que entram no e-commerce?

Quarta-feira, 17 de outubro de 2018   Tempo de leitura: 1 minuto

Samuel Gonsales, CPO da e-Millennium abriu a sala de indústria no segundo dia da Conferência E-Commerce Brasil RIO 2018, falando sobre as mudanças nas operações de uma indústria que vai começar a vender pelo e-commerce.

Por muito tempo a indústria não tinha interesse em vender direto para o varejista ou consumidor final. Era um modelo de negócio conservador que não atende os novos consumidores que são mais exigentes e antenados. A partir de 2010 com a expansão da internet e das redes sociais não dá mais para fugir do digital, segundo o especialista. “É preciso descontruir o modelo antigo. Não existem mais projetos de dois anos, as coisas precisam acontecer, serem corrigidas rapidamente ou expandidas”, disse.

No e-commerce, às vezes a velha mentalidade industrial ainda persiste. “Não é apenas comprar uma plataforma, não adianta. Se uma indústria quer ser digital, é preciso entender que o pilar da tecnologia é o mais importante. E a tecnologia voltada para o negócio”, explicou.

Formação de preços 

Ficha técnica, desenho técnico…são processos que só se aplicam à indústria. Porém existem alguns custos variáveis relacionadas às vendas online são eles: infraestrutura, equipe, comissões, fotos, cadastros (e-commerce), app, suporte, evolução, distribuição (mobile), comissões, promoções, anúncios (marketplaces). “A indústria quer ir para o varejo com o mesmo CNPJ.. Isso não funciona. Às vezes a solução é abrir uma filial que se enquadre no Simples Nacional”, recomendou.

Estoques e Logística interna

Na migração a indústria sai do cenário de poucos pedidos com grandes quantidades para outro de muitos pedidos com quantidades pequenas. Outro ponto é a organização do estoque, que antes atendia pedidos grandes e agora precisa ser organizado para muitos pedidos pequenos. O mesmo vale para o picking e packing que precisa ser  focado para atender muitos pedidos pequenos.

TMS – Transportation Management System

Muitas transportadoras mandam uma conta um pouco maior que o varejista havia planejado. O problema dos e-commerces que trabalham nas indústrias é que as vendas muitas vezes são diferentes do que o financeiro esperava. “Por isso o indicado é ter alguma forma de fazer a conciliação dos fretes com antecedência”, disse Samuel.

SAC – Serviço de Atendimento a Consumidores

Com o e-commerce, o tipo de atendimento deve mudar. É preciso criar padronização de atendimento nos canais, fazer o atendimento das trocas e devoluções, conhecer detalhadamente a jornada do consumidor.

Financeiro, medições e indicadores

Quando fizer o planejamento para começar as vendas online, pense em formas automatizadas para otimizar os processos de arquivo de vendas, extratos financeiros, etc. Também é preciso ter uma visão global da operação (uma tela com o Analytics, outra com os pedidos que estão sendo separados, entre outros).

Takeways para indústrias que ingressam no e-commerce:

  • Formação de preço de venda e gestão de estoques precisam prever mudanças, operacionais e sistêmicas, para anteder a venda ao consumidor (D2C). “Pense nos processos antes de comprar a plataforma”, indica o especialista.
  • Antes de colocar no ar, faça a gestão de entregas e dos atendimentos a consumidores demandam planejamento e gestão consistentes, além de ferramentas ágeis e fluídas, dada a velocidade de resposta que essas duas áreas demandam;
  • Gerir impactos financeiros de poucos pedidos de venda (indústria)

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