Redação E-Commerce Brasil

“Mindset do enjoei é Mobile First”, diz Diretora de Planejamento Estratégico da empresa

Segunda-feira, 11 de setembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Segundo dados do 36 Webshoppers, o chamado digital commerce inclui a mensuração de serviços online como turismo, venda de ingressos e marketplaces de venda B2C e C2C, como Mercado livre, Elo 7 e enjoei já alcança R$ 93,53 bilhões. Fundado em 2009, em formato de blog por Ana Luiza McLaren e Tiê de Lima, o enjoei cresce 80% ao ano e já se tornou um dos principais players de vendas de usados no Brasil e recentemente inaugurou também a operação na Argentina. Para falar deste mercado em ascensão convidamos Juliana Perlingiere, diretora de planejamento estratégico do enjoei, para uma entrevista. Confira:

ECB: as vendas por marketplaces estão em alta, sendo que a venda de produtos usados foi destaque, inclusive, no último Webshoppers da E-bit. Gostaríamos que comentasse como o Enjoei tem participado desse “boom” em plena recessão econômica.

Juliana: o enjoei exerce um papel  de catalisador desse movimento de compra e venda de usados há anos, mostrando que tudo tem valor. É uma plataforma segura e com utilização fácil, dessa forma qualquer um pode vender e comprar. Percebemos que o dilema entre “usado” ou “novo” nem aparece como uma questão decisiva da compra, mas que a qualidade do produto sendo vendido, a encontrabilidade desses produtos e o preço mais acessível sejam as principais alavancas de decisão e venda.

O enjoei vem crescendo cerca de 80% ao ano desde seu lançamento, em 2012, e esse crescimento da empresa não está atrelado diretamente ao período econômico do país e sim à gestão e à mudança de comportamento.

ECB: como o enjoei tem trabalhado para melhorar a experiência de quem vende na plataforma?

Juliana: por sermos uma empresa digital, temos um espaço enorme para evolução e constantemente lançamos serviços para melhorar a experiência do usuário. A tecnologia vai além da plataforma e permite que usemos os dados de forma automatizada, gerando inteligência diária sobre o seu uso, tendências, necessidades, o que garante adaptações constantes do produto para que o crescimento continue acontecendo.

Algumas ferramentas que oferecemos aos vendedores estão bastante relacionadas à gestão de suas “lojinhas”. Hoje, o vendedor pode personalizar sua lojinha, participar de promoções, dar descontos de frete em seus produtos para alavancar o giro, dar destaque em alguns produtos, negociar com compradores através de perguntas e respostas e também através da famosa “oferta”. Essas funcionalidades geram movimento à plataforma, engajando tanto vendedores quanto compradores na negociação e compra dos produtos.

ECB: o enjoei é reconhecido nacionalmente por seu “estilo” despojado e atendimento personalizado. Como isso ajuda a ter uma vantagem competitiva?

Juliana: o enjoei é uma plataforma onde qualquer pessoa pode comercializar seus produtos de forma rápida e prática. Toda a nossa comunicação é pessoal (humana) porque não queremos ser paisagem entre todas as outras comunicações que as pessoas estão acostumadas a receber. Descontraída, informal, quase como se você estivesse conversando com uma amiga. A nossa intenção é aproximar a plataforma dos consumidores e fazer com que todos se sintam à vontade, não importando idade e classe social.

ECB: recentemente vocês lançaram uma operação também na Argentina. Como tem sido o novo desafio?

Juliana: o enjoei chegou na Argentina no final de fevereiro, com o nome de YaFue. Fizemos um estudo de hábitos de consumo no país para entendermos a comunicação e estratégia que seria usada. A Argentina, além de ser fisicamente próxima ao Brasil, é o segundo maior mercado da América Latina e tem uma cultura muito sólida de compra de usados. Além disso, tem um crescimento muito grande de e-commerces. Por isso foi a nossa escolha nesse momento de expansão internacional. Posso dizer que a operação está indo muito bem; o site já mostrou os primeiros sinais de que a compra e venda de produtos usados é uma tendência internacional.

ECB: estamos vivendo a era do consumidor 3.0, na qual os consumidores estão muito mais conscientes (buscam informações aprofundadas, comparam preços, comentam nas redes sociais, etc) e também exigentes (querem receber a mercadoria num horário específico, ter o mínimo de ‘ruído’ possível na transação, etc). Você acredita que ainda haja espaço no mercado para vendedores que não se adaptem a essas mudanças?

Juliana: acreditamos que essa adaptação é necessária para competir no mercado. A empresa precisa ser sólida, ter valores e ser muito transparente com o consumidor. Isso cria confiança e fortalece a marca. Se você quebra essa confiança, para retomá-la é muito mais custoso.

Como trabalhamos em um mercado que lida com pessoas nas duas pontas da cadeia, criamos algumas regras de uso e restrições do produto para evitar que vendedores que não estão dispostos a atender às exigências básicas do mercado não continuem vendendo. Outras evoluções desse tipo já estão em discussão internamente.

Além dos vendedores especificamente, seguindo essa necessidade dos consumidores, cada vez mais o app do enjoei vai explorar a faceta de social media, com engajamento da comunidade de usuários. Além de movimentar produtos e pessoas, também conectar usuários com interesses comuns. O enjoei permite o engajamento, tanto para vender, quanto para comprar, onde os usuários podem negociar valores e tirar todos os tipos de dúvidas.

ECB: mobile e omnichannel já são palavras recorrentes no mercado de e-commerce. Você acredita que investir em tecnologias e estratégias deste tipo contribui de forma significativa para as vendas online?

Juliana: importante lembrar que o enjoei nasceu em um ambiente digital e acreditamos que essa é a melhor forma de conectar a empresa com as pessoas. Começou como blog e, em 2012, virou empresa. Seguindo uma tendência mundial, em 2015, foi lançado o app enjoei. Nele, os clientes podem comercializar seus produtos de forma rápida e prática. Para entender o tamanho desse mercado, em um mês de uso, ele já representava 20% das transações. Hoje em dia, esse número cresceu para 70%. Após esse lançamento, o mindset do enjoei mudou e tudo é pensado focando primeiro nesse canal, desde a comunicação/marketing ao desenvolvimento.

Como futuro, nós enxergamos um crescimento ainda maior desse mercado, que deverá existir quase que 100% no mobile. O público que utiliza o app é muito fiel. 90% das pessoas que começaram comprando por esse canal, utilizam exclusivamente essa plataforma. Além disso, cada vez mais o app do enjoei vai explorar a faceta de social media, com engajamento da comunidade de usuários. Queremos movimentar produtos e pessoas.

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