Redação E-Commerce Brasil

‘Vender no exterior dá insights para operação no Brasil’, diz dono da Meu Móvel de Madeira

Segunda-feira, 02 de outubro de 2017   Tempo de leitura: 6 minutos

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“Eterno aprendiz”. É dessa forma que Ronald Heinrichs, CCCO da Meu Móvel de Madeira, e-commerce especializado em itens de madeira para casa, define-se para o mundo. E não poderia estar mais certo.

Em 2012, ele aprendeu a falar a língua dos empreendedores quando deixou de ser funcionário para virar o dono a empresa. Aprendeu também o idioma dos especialistas em Recursos Humanos quando transformou a loja virtual em uma das cinco melhores para se trabalhar no Brasil. E, agora, dá os seus primeiros passos no alemão.

Isso porque a Meu Móvel de Madeira também começou a vender produtos na Alemanha, em sua primeira tentativa de buscar o mercado internacional. Nesta entrevista ao E-Commerce Brasil, Heinrichs conta como surgiu a ideia e quais são as dificuldades de fazer varejo “lá fora”.

De onde surgiu a iniciativa de vender os móveis da Meu Móvel de Madeira (MMM) na Alemanha?

Nós temos design próprio e sustentável desde o começo da MMM. A recessão brasileira nos fez pensar em alternativas que fossem além do tradicional cardápio de promoções, mesmo porque precisamos manter nossa operação rentável. Analisamos diversos mercados externos e escolhemos a Europa para nosso primeiro teste.

Como está sendo a experiência de começar a operação no exterior?

O contato com o consumidor, com suas demandas e opiniões é algo surpreendente. É muito interessante observar o comportamento do cliente em cada um dos países que atendemos e buscar formas de surpreender a todos eles. O desafio é encantador.

Qual sua impressão sobre as vendas via marketplace?

Para nós, foi o início na Europa, pois não tínhamos verba alguma para investir em marketing e a vantagem de ter apenas o custo fixo era relevante. Em menos de seis meses, abrimos nossa loja própria também e hoje temos a receita de forma equilibrada naqueles mercados.

E sobre as vendas via Amazon?

A plataforma é bastante robusta, mas ao mesmo tempo exige muito do lojista em termos de satisfação do cliente. Felizmente, como já operamos em um país com inúmeras deficiências logísticas, de legislação e de legisladores, conseguimos atender as exigências tranquilamente. O Brasil é uma escola muito eficiente…

Quais são as vantagens de se vender no exterior?

Nós conseguimos incrementar nossa receita total sem recorrer a inúmeras promoções em função da crise brasileira. Além disso, o contato com o cliente externo é muito rico e nos dá inúmeros insights para que possamos melhorar a operação brasileira também.

Como é feita a logística?

Como nosso produto é pesado, não é possível enviar cada encomenda a partir do Brasil. Por isso, os produtos são enviados previamente e armazenados na Europa, sendo enviados por meio de parceiros logísticos locais.

Que diferenças você enxergou entre o consumidor europeu e o consumidor brasileiro?

É um consumidor mais objetivo que o brasileiro e foca mais em detalhes técnicos e de qualidade.

Você acredita que essa nova crise política pode atrapalhar a retomada da economia no Brasil e no varejo em 2017?

Com certeza, uma vez que o grande abalo é na confiança da população.

Recentemente, a MMM abriu também sua loja física em Curitiba. Por que vocês decidiram abri-la e como está sendo esse novo desafio?

Como nossos produtos são exclusivos, não era possível apreciar os produtos em alguma loja física. A demanda dos clientes nesse sentido sempre foi grande, e pela nossa proximidade com Curitiba, aliada à casa incrível que encontramos, resolvemos experimentar o modelo. Varejo físico tem desafios bastante distintos do digital, mas a experiência tem sido de muito aprendizado e resultados.

Pensando na rentabilidade do e-commerce, que conselho você daria para quem está começando agora?

Cuidado para não confundir faturamento com resultado. Vender na internet pode ser fácil se você focar apenas em preço. Mas qualquer negócio precisa gerar resultados positivos e isso não se faz apenas com faturamento, mas sim com estratégia consistente e uma proposta de valor condizente.

Por Alice Wakai, da redação do E-Commerce Brasil

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