Redação E-Commerce Brasil

Meios de pagamentos e aumento de faturamento: o que eles têm em comum?

Terça-feira, 25 de agosto de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Em uma previsão pessoal, Ralf Germer, CEO da PagBrasil, acredita que nos próximos anos o número de processamento de pagamentos será multiplicado por mil. Isso ocorrerá, segundo ele, porque haverá um universo de novos meios de pagamentos, com inúmeras outras formas agregadas ao atual momento — ou seja, irá muito além do cartão de crédito.

Por essas e outras, ele trouxe ao palco do evento The Future of E-commerce – Payments a importância de os lojistas de e-commerce esquecerem a questão das “taxas do processamento dos pagamentos. “Os clientes sempre me perguntam, antes de tudo, quais são as taxas que trabalhamos. E eu sempre digo que elas são irrelevantes para o e-commerce”. Segundo ele, a preocupação que o empreendedor deveria ter é sobre como ele consegue faturar mais utilizando um meio de pagamento sem fricção e, consequentemente, gerar mais lucro com a experiência de pagamento diferenciada.

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A experiência de pagamento do cliente, segundo Germer, deve ser muito melhor do que a tradicional, pois nem todos os consumidores têm cartão de crédito. “Além disso, é preciso haver um sistema de checkout fluído, recuperação de carrinhos abandonados… Tudo isso vai ajudar na conversão além do pagamento. Às vezes o cliente não tem saldo ou não conseguiu concluir a compra pelo sistema de prevenção de fraude. Ou então ele tem o dinheiro, mas não consegue concluir com o cartão de crédito. Tudo é preciso ser analisado”.

Inclusão das pessoas no e-commerce

De acordo com Germer, hoje temos 150 milhões de internautas, porém muitos ainda não têm cartão de crédito. “Nesse contexto há cerca de 30% dos brasileiros que ainda recebem o salário em dinheiro, por exemplo. Como eu posso trazer esse perfil para dentro da minha loja?”, questionou. Outro ponto abordado foi em relação ao pagamento por boleto, sistema que muitos ainda acham benéfico. “Há o obstáculo de impressão nesse formato de pagamento. Nem todos têm impressora em casa e, obviamente, estão de fora dessa opção.

Durante o evento, Germer deu um exemplo prático sobre como o sistema de pagamento pode ser bem distinto: “Se a geladeira quebra, o que fazemos? Provavelmente compramos o produto na internet, pagamos parcelado e esperamos chegar ou o retiramos em uma loja. E quem não tem cartão? Nesse caso, terá de ir até uma loja física, onde o preço provavelmente será mais alto, mas ainda assim conseguirá o parcelamento. É exatamente nesse ponto que se deve criar soluções, e por isso novas e modernas formas de pagamentos são atrativas”, afirma.

Mas, quais meios de pagamentos investir?

De acordo com o especialista existe a compra racional, quando a pessoa sabe o que quer comprar. Aqui, é importante disponibilizar na loja todas as formas de pagamento, pois isso aumenta a probabilidade de conclusão da compra. Já na segunda versão de compra, a impulsiva (onde a pessoa é pega pela emoção), ela quer comprar ali, naquele momento, e tudo deve ser realizado rapidamente. Nessa opção o cartão de crédito é mais recomendável, pois gera a confirmação instantânea.

Sobre o cartão de débito, Germer diz que ainda não funciona bem no brasil, pois há o redirecionamento ao banco — onde as páginas não são responsivas e os clientes não confiam. Nesse sentido, ele afirma que o Pix permitirá também a compra instantânea impulsiva. Ele recomenda, inclusive, o uso para lojistas que vendem em redes sociais, como o Instagram, por exemplo.

O futuro dos meios de pagamentos

Para ele, os pagamentos recorrentes são importantes para os negócios. Isso porque quase todos têm essa possibilidade de venda. Para o lojista a venda recorrente é essencial, uma vez que permite iniciar o mês já faturando um respectivo valor. Outro sistema que será cada vez mais comum é o “link de pagamento”. Bastante flexível, ele pode ser enviado por qualquer meio e, quando clicado, abre uma página segura para o lojista escolher o modelo, com parcelamento ou não.

Carteiras digitais

Germer garante que as carteiras digitais crescerão exponencialmente nos próximos anos, especialmente com a chegada do Pix. “Ele é um sistema inclusivo que permitirá a entrada de mais brasileiros no e-commerce. Quem fazia pagamento em dinheiro utilizará o Pix como uma solução no digital. A médio e longo prazo será um sistema de sucesso”, finalizou.

Por Giuliano Gonçalves, via Redação do E-Commerce Brasil.

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