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  Redação E-Commerce Brasil

Marketplace dá lucro? Especialista ensina a utilizar o formato como acelerador de vendas

Terça-feira, 22 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 9 minutos

Para empresas pequenas que têm ou não um e-commerce, oferecer seus produtos em marketplaces pode ser uma forma de aumentar a rede de clientes, como também ser um fator importante para alavancar as vendas. “O marketplace é um acelerador de vendas e, sem dúvida, uma excelente opção para alavancar ou complementar seu negócio online”, defende Juliano Andriguetti, head de Marketplace da WebContinental.

De acordo com ele, a busca contínua das pessoas por alternativas mais cômodas e vantajosas, principalmente na questão financeira, são alguns fatores que levam os empreendedores a investir neste modelo de negócio.

Especialista no assunto, Andriguetti ensinou alguns passos para ajudar a aproveitar da melhor forma o espaço dos marketplaces com o seu negócio e vender mais durante o Marketplace Conference. Veja-os a seguir:

1 – Canais de venda

“Entender em quais canais de venda seus produtos de curva A têm maior aderência. Não adianta plugar em qualquer canal, pois vai demandar esforço grande e demorar mais para ter resultado. Tem que mapear no máximo dois ou três canais, de preferência os que têm aderência com o que você trabalha. Ex.: tecnologia na Submarino, não na Leroy Merlin, cujo foco é produto de casa”.

2 – Tecnologia

“A tecnologia precisa ser detalhada para que, no momento da operação, todas as ferramentas estejam 100% integradas, como atualização de estoque, preço e status. Senão teria que trocar toda a tecnologia. Tem que focar no resultado, campanha e a parte da operação”.

3 – Negociação comercial

“Procurar sempre efetuar o fechamento da comissão para toda a loja, assim fica mais fácil administrar o dia a dia e fazer a conciliação financeira. Se deixar para lá, quando atingir um volume considerável, a comissão pode atrapalhar”.

4 – Analise o contrato

“Se quer disponibilizar um produto no marketplace é preciso ficar atento e entender o contrato. Se a empresa não tem departamento jurídico, procure um advogado. Muitos contratos preveem multa, só que a maioria não sabe; se demora para receber, precisa ter fluxo maior de compra e venda; se demora 30, 60 dias precisa entender o fluxo de caixa na compra e venda, e assim por diante. Isso pode quebrar uma empresa”, ressalta.

Vantagens de vender em marketplace

Uma das principais vantagens de se vender em marketplace é a visibilidade dos produtos. “Se juntar os principais marketplaces [do mercado brasileiro], o número ultrapassa 100 milhões de acessos. Investir em um site necessita de muita grana, por isso, atuar um marketplace ajuda muito. É uma forma de medir o potencial do produto através de todo o mix”, afirma Andriguetti.

Além disso, vender em uma loja desse tipo ajuda a entender qual produto deu certo nas vendas. “É um laboratório para dizer se o produto deu certo ou não. Se você tiver site próprio, o marketplace leva mais tráfego para a sua loja, aumentando as conversões”, completa.

Outro ponto importante é a diversificação de público através das lojas de nicho. “Se trabalho com tênis, posso procurar qual canal vende mais tênis, por exemplo. Você consegue explorar muito mais do que os vendem tudo.

Ofertar seus produtos uma grande vitrine também é a oportunidade de compra por impulso, segundo Andriguetti. “No marketplace, o tráfego é muito grande, o que ajuda a conseguir vender para aquele cliente que queria comprar uma máquina de lavar roupa e acabou comprando também o perfume da sua loja porque apareceu na frente dele”.

Juliano Andriguetti, no Marketplace Conference

Vende e aprende

O marketplace cuida da parte de criação da plataforma. Dessa forma, o lojista pode se preocupar mais de outras coisas, como campanhas e resultados. Além disso, ele pode manter o negócio com equipe e custo reduzidos. “O marketplace prepara vocês a terem um site depois. É um treinamento gratuito. Você entra com loja vendendo e ainda aprende”.

A ‘vitrine’ também reduz custo do produto e aumenta a margem para o lojista. “Ele vai gerar volume maior do que se tivesse só um e-commerce, aumentando o volume de vendas e o potencial de compra”, elenca.

Garantia de evolução tecnológica

Quem vende no marketplace sabe que está em constante evolução, pois o canal de venda não pode parar. Há coisas novas todos os meses nos portais, e você vai entendendo para onde o mercado está indo. Quando for investir em e-commerce próprio, já vai ter uma base da evolução que o mercado está tendo”, explica Andriguetti.

Mas para se dar bem no mundo de marketplaces, é necessário se atentar a alguns detalhes, ressalta o especialista:

Marketing interno

  • critérios de qualidade no cadastro de produtos
  • imagens em alta resolução
  • descrição detalhada e confiável

“Não precisa de alguém da empresa para fazer isso, pode terceirizar. Não adianta ter preço e frete grátis se o cadastro for ruim”, diz.

Avaliação de performance

  • cumprimento do sla do canal de vendas

“Não adianta ter preço, se não performa bem. Imagina se o seu site demora na entrega, por exemplo?. Operar no marketplace é a mesma coisa se fosse no seu site. Se não cumprir com os critérios, será desligado do canal. Tem que ajustar a operação para entregar”, ressalta.

Eficiência no pós-venda

  • entender a política do marketplace
  • agilidade na resolução dos problemas

“Quando chega um problema, é preciso agilidade. Procure resolver o problema do cliente. Não adianta enrolar. Se você der uma atenção com intenção de resolver o quanto antes, ótimo, mas não cancele pedido. Se der problema em um produto, ofereça outro. O cliente vai sair satisfeito e com o problema resolvido. Dessa forma, a loja não corre o risco de ser processada”, explica.

Alerta!

Atenção aos seguintes pontos antes de iniciar suas vendas em uma marketplace. Veja os principais riscos, segundo Andriguetti:

  • Nunca deixe a loja dependente de um canal. No máximo, 30% de participação de um canal. Se acontecer isso, você será refém do marketplace. Você terá que se enquadrar em tudo o que alterarem.
  • Do dia para a noite, o marketplace pode encerrar as atividades, como aconteceu com o Walmart. E como fica a sua loja? até criar relevância em outros canais vai demorar muito.
  • O canal pode aumentar as comissões de forma abusiva ou estender o prazo de pagamento para 30, sendo que o código do consumidor dá sete dias para devolução.

“Hoje, existem mais de 30 opções de marketplaces no Brasil. Pesquise bem e procure sempre fazer o marketplace de maneira integrada, nada de forma manual, pois pode atrapalhar quando criar um volume grande de vendas. Mas o marketplace é uma ótima opção, ainda mais se você não tem e-commerce próprio”, finaliza o especialista.

Por Dinalva Fernandes, da redação do E-Commerce Brasil

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