Redação E-Commerce Brasil

Marketplace de Agro no Brasil: desafios e tendências deste novo modelo de vendas

Quarta-feira, 15 de setembro de 2021   Tempo de leitura: 4 minutos

Ainda como novidade no Brasil, o marketplace agro já é uma realidade nos Estados Unidos. De acordo com Aline Oliveira Pezente, head de marketplace da Indigo, a forma de negociar online produtos agrícolas está se “digitalizando” apenas agora, muito atrás das demais indústrias. A opção de e-commerce para esse mercado oferece uma facilidade na comercialização de alimentos.

Ainda com muitos desafios para enfrentar, o marketplace agro aparece como oportunidade para vender commodities, insumos (sementes e químicos, por exemplo) e também para negociar transporte e logística. Com isso, otimiza-se o tempo e os custos, pois agiliza o processo de resolução de contratos entre o produtor e a agroindústria, como no caso da Indigo.

Entretanto, os desafios estão na forma como esses mercados deverão ser organizados, pois diferente do ticket médio do comércio varejista comum, os processos de venda que envolvem este tipo de produto envolvem milhões, além das compras também não serem feitas pelo fator emocional ou por impulso.

As questões a respeito da infraestrutura tecnológica no Brasil e a baixa adesão de pessoas com idade mais avançada também incidem no processo de lentidão para uma maior absorção do método pelo mercado brasileiro.

Segundo dados trazidos pela palestrante, o setor está em expansão, grupos mais jovens e mulheres estão mais propensos a realizar compras de produtos agrícolas por marketplaces, porém, 50% dos consumidores preferem comprar produtos agrícolas online, pois já fizeram compras e obtiveram satisfação. Os dados também mostram que 2/3 dos consumidores usam web e mobile para fazer compras, dados que revelam um aumento em relação a 2019.

Os números são animadores, existe um aumento de parcerias e criação de mais plataformas, as incumbents têm atuado como grandes catalisadores e parceiras dessa agroindústria. No Brasil, as tendências e novos modelos de comércio já trazem 25 marketplaces com foco em venda de insumos, commodities e serviços de logística voltados para a área agro.

Ainda há um longo caminho para percorrer, as ofertas personalizadas e atendimento flexível tornam a experiência dos produtores mais personalizada, transformando-se em um atrativo para o mercado. Outra grande aposta para atrair maior público para o segmento está na utilização dos créditos de carbono como forma de incentivo, alinhando-se às tendências sustentáveis que viabilizam o uso da tecnologia a da inovação.

Por Amanda Lucio, em cobertura especial para o Fórum E-Commerce Brasil.

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Leia também: A logística como diferencial competitivo: novas demandas do supply chain dentro do e-commerce.

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