Redação E-Commerce Brasil

Para 60% dos brasileiros, marcas usam questões sociais apenas para vender mais

Quarta-feira, 09 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

Os consumidores de hoje querem que as marcas gerem impacto positivo na sociedade, e estão atentos para identificar quando uma empresa está apenas tentando seduzir o público com muita conversa e nenhuma ação. Para 60% dos brasileiros, marcas usam questões sociais apenas para vender mais, segundo pesquisa In Brands WeTrust 2019.

A pesquisa, realizada pela agência global de relações públicas Edelman e divulgada pela revista Exame, mostra que 91% dos consumidores brasileiros classificam como “essencial” ou “fator decisivo” confiar que a marca “fará o que é certo”, bem acima da média mundial, de 81%. No Brasil, a condição perde apenas para qualidade (92%) e custo-benefício (92%) do produto no ranking das principais considerações feitas pelo consumidor.

O relatório investigou a confiança dos consumidores nas marcas em oito países – Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e EUA –, a partir de entrevistas online com 16 mil pessoas (2 mil por país) e de pesquisa via celular com 8 mil pessoas (mil por país), entre os meses de abril e maio de 2019.

Responsabilidade das marcas

Se, por um lado, a expectativa dos consumidores tem aumentado, eles também estão mais atentos ao que as marcas dizem fazer: 63% dos brasileiros acreditam que toda marca tem a responsabilidade de se envolver em pelo menos uma questão social, mas apenas 23% afirmam ter experiência pessoal de que elas levam em conta os interesses da sociedade.

A percepção generalizada é a de que as marcas prometem mais do que cumprem: para seis em cada dez brasileiros, as marcas usam questões sociais como manobra de marketing para vender mais. Só 36% dos entrevistados confiam na maioria das marcas que consome.

De acordo com o In Brands WeTrust, o consumidor brasileiro que confia em uma marca há muito tempo tem mais chance de comprar novos produtos (58%) do que o que não confia completamente nela (23%).

Fidelidade

O consumidor que confia na marca também tem mais probabilidade de permanecer fiel à ela (63% contra 25%), de defendê-la (60% versus 23%) e de apoiá-la (51% contra 20%). Quando a marca é confiável nos três segmentos (produto, experiência de compra e impacto social), a porcentagem de consumidores que comprarão pela primeira vez, permanecerão leais, defenderão e apoiarão (72%) é mais alta do que a de consumidores que compram confiando apenas no produto (52%), uma diferença de 20 pontos.

Outro benefício de uma marca ser percebida como confiável é a atenção do consumidor às peças de comunicação. Em um cenário onde 77% dos brasileiros evitam a publicidade, o estudo mostra que, entre os que confiam na marca há muito tempo, 88% vão prestar atenção em seus anúncios e demais comunicações.

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Com informações da Exame

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