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  Redação E-Commerce Brasil

Especialistas elencam maiores erros de e-commerces na busca por influenciadores

Quinta-feira, 18 de julho de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Que são tempos de curtidas no universo online, ninguém mais discute. O fato de um criador de conteúdo ter milhares de “likes” nas plataformas digitais, no entanto, não significa nada para um e-commerce se não gerar engajamento e, claro, ajudar a vender.

Esse foi um dos pontos discutidos durante o painel “Marketing usando influenciadores: como selecionar e avaliar o desempenho das vendas?”, nesta quarta-feira (17), parte da programação do Fórum E-commerce Brasil, que em 2019 completa dez anos.

No dia em que o Instagram começa a testar no Brasil a ocultação do número de curtidas em fotos e vídeos, especialistas elencaram os maiores erros cometidos por empresários na hora de melhorar a sua performance por meio de influenciadores digitais.

Quem deu dicas para evitar os deslizes foi Pedro Alvim, gerente de Conteúdo e Redes Sociais da Magazine Luiza; Ana Paula Passarelli, co-fundadora e COO da agência BRUNCH, especializada em projetos de conteúdo com criadores e influenciadores digitais; e Everton Vianna, criador do canal Casal Tech, que fala sobre tecnologia no YouTube.

Segundo Alvim, um dos erros mais observados está justamente na busca por influenciadores que possuam milhões seguidores nas redes sociais, como se a quantidade de pessoas estivesse proporcionalmente ligada a quanto uma marca vai vender.

“Hoje, com 40 dólares, é possível comprar cinco mil seguidores no Instagram. Alcance você pode comprar, mas relevância, não. Isso se constrói com relacionamento com as pessoas”, defendeu o gerente de Conteúdo. “É aí que está a grande sacada. Fantasmas não compram. É melhor assumir engajamento como indicador real de resultado e entrega daquele criador de conteúdo do que olhar para um indicador que pode ser inflado, como o número de seguidores”, explicou.

Conforme a avaliação do especialista, o próprio fato de o Instagram ter decidido testar a ocultação das curtidas em fotos e vídeos demonstra que há uma preocupação com relação ao mercado bilionário que passou a existir paralelo à plataforma – a chamada “indústria de likes”.

“Chegou a um ponto de a plataforma não conseguir mais identificar quais perfis são fakes e quais não são. Por isso, os testes. Tudo é um processo, faz parte do crescimento de um mercado, do amadurecimento, e nós temos que aprender a trabalhar nesse novo cenário”, concluiu.

A escolha do influenciador

É crescente a quantidade de pessoas produzindo todo tipo de conteúdo na internet e, em um universo com tantas opções à disposição, a principal dica para não errar na hora de escolher quem tem condições de potencializar vendas é buscar quais criadores de conteúdo se identificam com os valores da empresa.

De acordo com Everton Vianna, que gera conteúdo sobre tecnologia na internet desde 2015, as pessoas seguem um determinado influenciador porque acreditam no que ele diz sobre um assunto específico. Como o criador é sustentado pela sua audiência, se dedica a procurar bons conteúdos em consonância com a demanda que reconhece a partir da interação com seguidores.

“Para ter credibilidade tem que ser honesto. Eu busco parcerias com marcas que vão ao encontro do meu propósito, que é falar a verdade”, afirmou.

E o caminho das empresas deve ser o mesmo. É prudente, inclusive, conforme indicam os especialistas, que o e-commerce pesquise o passado do criador de conteúdo a afim de saber se já aconteceu algo que possa colocar em risco a imagem da marca cuja divulgação é pretendida.

Escolhi, e agora?

A vontade da loja de fazer acontecer, se não for dosada, corre o risco de comprometer toda a articulação em prol do aumento das vendas.

Para não cometer esse excesso, que pode ser fatal, segundo Ana Paula Passarelli, é preciso que a empresa se abra para co-criar com o influenciador – e não imponha um modelo de publicidade que imagine ser o mais indicado. “Ninguém melhor para criar o roteiro do que o maior especialista: o criador de conteúdo para internet”, cravou.

Depois de partilhar a experiência de criação da mensagem que pretende ser convertida em compras, e de colocada em prática a campanha, uma dica é que o e-commerce compartilhe com o criador o resultado obtido. Isso ajuda a desenvolver o mercado de influenciadores, conforme disse Pedro Alvim. “A empresa tem que fomentar esse mercado e ajudar o creator a se profissionalizar, a entender de business. Todos ganham”, concluiu.

Por Thaisa Visentin, colaboração para o E-Commerce Brasil

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