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Magazine Luiza acelera vendas online desde abril após impacto da Covid-19

Por: Dinalva Fernandes

Jornalista

Jornalista na E-Commerce Brasil. Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi e pós-graduada em Política e Relações Internacionais pela FESPSP. Tem experiência em televisão, internet e mídia impressa.

A varejista Magazine Luiza teve forte aceleração das vendas desde abril, com seu braço de comércio eletrônico crescendo fortemente e compensando com sobras o fechamento de lojas físicas devido às medidas de isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus.

O grupo especializado na venda de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos informou na segunda-feira (25) que, após um impacto negativo em meados de março, quando as medidas de isolamento começaram, suas vendas totais em abril subiram 7% no comparativo anual, acelerando que acelerou para 46% em maio até dia 20.

“Os efeitos dessa nova realidade já se mostraram no resultado final do primeiro trimestre. E devem ter impacto ainda maior no segundo”, afirmou a companhia no relatório.

A companhia teve prejuízo ajustado de R$ 8 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de R$ 125,6 milhões em igual etapa de 2019, refletindo sobretudo o fechamento total de suas lojas físicas, que deixaram de vender o equivalente a 500 milhões de reais na segunda metade de março, estimou a empresa.

Evolução no primeiro trimestre

De todo modo, a receita líquida total do Magazine Luiza evoluiu 20,9% no primeiro trimestre, no comparativo anual, para R$ 5,2 bilhões.

E o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 273,9 milhões de reais, queda de 29%. A margem Ebitda caiu 3,7 pontos percentuais, para 5,2%.

Em termos líquidos, incluindo efeitos não recorrentes, a empresa teve lucro de R$ 30,8 milhões, queda de 76,7%, enquanto o Ebitda declinou 15,9%, a R$ 332,6 milhões.

A varejista agregou ter tomado medidas para fortalecer sua posição de liquidez diante dos efeitos da pandemia e fechou março com caixa líquido R$ 3,8 bilhões, ante R$ 1,4 bilhão 12 meses antes.

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As informações são da Reuters