Acesso rápido
  Redação E-Commerce Brasil

Loja 4.0: como definir estratégia de venda online com ajuda da loja física

Sexta-feira, 06 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

O consumidor entra na loja com celular na mão, mas sai sem comprar nada. Depois, recebe notificação da loja com alguma oferta ou promoção e volta ao local apenas para retirar o produto. Essa situação será cada dia mais comum na jornada do cliente, em uma fusão que desafia o varejo: a loja 4.0.

A ideia é entregar a experiência cada vez mais conectada entre online e offline, e alavancar as vendas do e-commerce com a ajuda da loja física, segundo Fabíola Paes, co-fundadora da startup de tecnologia Neomode, no Abrafarma Future Trends, realizado nesta semana em São Paulo.

“O conceito de loja 4.0 é usado para designar o novo modelo das lojas, voltado para o uso de tecnologias e maior integração entre os estoques físicos e a loja virtual, com o objetivo de melhorar a experiência do cliente”, explica. “Em média, 80% dos consumidores compram em loja física. Estamos falando de uma grande mudança, pois a loja 4.0 recebe tráfego de clientes que se inicia a jornada online ou no app, mas termina dentro da loja física”.

Loja como ponto de estoque

De acordo com a executiva, no mundo, 11% das compras do varejo são feitas pela internet. Porém, na Inglaterra, esse percentual é de 28% e isso pode ser explicado por dois indicadores. “Por lá, cada vez mais a busca do produto online mostra o estoque da loja mais próxima para que o cliente possa retirar a mercadoria. Por isso, 81% dos clientes que compram online na Inglaterra retiram o produto na loja — categoria chamada de BOPIS (buy online and pick-up in store). Nos EUA, o índice é de 60%”.

“Outro ponto é que o estoque mostrado é o da rede, não apenas do centro de distribuição. Em outro momento, o cliente pesquisa, a loja recebe notificação do pedido e checa o estoque. Se estiver tudo certo, o pagamento é feito por aplicativo e, com interligação com o Uber, por exemplo, o cliente recebe o produto”, diz Paes.

Novos processos

Segundo Paes, a loja 4.0 é uma forma de fornecer experiência sem atrito para o consumidor. “80% do pagamento é feito no “retira em loja”, só que apenas 30% das pessoas têm cartão de crédito no Brasil. Ou seja, a modalidade é uma oportunidade da loja ser ponto de coleta e de pagamento, que pode aceitar dinheiro também”. Veja os novos processos da loja 4.0:

  1. Integrar os canais: “Os sistemas precisam conversar. É tecnologia pura com estratégia de conexão de dados. Precisa montar time próprio ou trabalhar com alguma empresa”;
  2. Ativar pré-venda online no sistema da loja física: “Alguém vai ter essa missão de receber os pedidos”;
  3. Treinar a loja para picking e packing: “Separar o pedido online e deixar na sacola. O consumidor deve ser bem recebido pela equipe, pois, ele compra, em média 50% a mais do valor do ticket. Por isso, é um erro colocar alguém nessa função sem experiência de venda”;
  4. Lockers: “Alguns consumidores preferem se servir. Por isso, é legal colocar lockers no corredor da loja ou do shopping para o que o próprio cliente consiga pegar seu produto e ir embora”;
  5. Comunicação visual: “É bom pensar na vitrine, em adesivos no chão etc”;
  6. Rotina de inventário: “A recorrência do inventário da loja deve ser, pelo menos, semanal. Se for diária, melhor ainda. O estoque físico e o sistema precisam estar alinhados”, finaliza Paes.

Leia também: Figital: como engajar consumidor que ‘pesquisa, mas só compra no físico?’

Por Dinalva Fernandes, da redação do E-Commerce Brasil

Deixe seu comentário

0 comentário

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.