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  Redação E-Commerce Brasil

Live Streaming: a nova aposta da China para vendas online

Tuesday, 21 de September de 2021   Read time: 4 minutes

Entre 2019 e 2020, o live streaming cresceu mais de 210% na China e é um mercado em expansão, movimentando, somente no ano passado, mais de $157 bilhões. Destinado para serviços online, como shows, jogos — além de produtos — o mercado segue ganhando cada vez mais espaço entre os chineses.

Renata Thiébaut, COO da Green Proposition do Alibaba Global Inniciatives, atua há mais de 15 anos na China e falou sobre essa novidade no último dia do Fórum E-Commerce Brasil 2021. “Live commerce é uma mistura de vendas e entretenimento. Os canais online vendem seus produtos, como há 20 anos atrás a Polishop e os canais de jóias faziam, mas de uma forma mais moderna”.

Mais de 90% dos usuários chineses, segundo Renata, já compram online. De acordo com ela, durante a pandemia, o comércio eletrônico cresceu, assim como no Brasil, mas de uma forma maior, já que a China é o maior mercado de comércio eletrônico do mundo. O crescimento anual, para compras online, é de 17%, mas para venda de produtos importados o número é um pouco maior, cerca de 31%. Ela também explicou, durante a palestra, que as vendas, por live streaming, chegam a 39%, com uma previsão de aumento nos próximos dois anos em 45%, mas com uma tendência muito maior nos próximos anos.

“Na China, as lojas possuem o seu marketplace. Esse canal é conectado com a loja e quem estiver acessando, na sessão live streaming, pode ir para a loja, assim como quem estiver na loja pode acessar a sessão”, explicou Renata.

Sobre a divulgação, a especialista comentou que é dividida em KOLs, para influenciadores, e KOCs, para os consumidores. “Quando você assiste a live streaming, existem categorias diferentes de influenciadores, alguns são celebridades da música e cinema e outros influenciadores da internet, que são divididos conforme o número de seguidores.”

Thiébaut destacou, ao longo de sua palestra, a importância que as marcas deram aos consumidores. Segundo ela, isso ficou popular no ano passado, quando elas passaram a focar mais no consumidor do que no influenciador.

“Se eu comprar o produto e gostar, vou postar e posso me tornar uma embaixadora sem saber. As marcas começaram a olhar os consumidores e alguns são monetizados, cobrando R$200 ou R$300, e até mesmo não cobrando nada, mas pedindo o envio do produto e, caso goste, divulgar e ficar com ele”, destacou ela ao falar que essa tendência, na China, vai continuar.

Outro fator importante, segundo Renata Thiébaut, é a consistência de, todos os dias, trabalhar o algoritmo. De acordo com ela, quanto mais você faz, mais visibilidade você tem e a plataforma ganha um rankeamento maior.

“Escolher os horários, onde o número de compras são maiores, são essenciais. Na China, acontece entre 20h e 22h, mas dependendo do produto pode acontecer durante o período da manhã, como para bebês, onde as mães compram por volta das 6h e 7h. Quanto mais horas você disponibilizar o produto, melhor será. Uma vez por semana ou duas vezes por mês não é recomendado. O ideal é fazer todos os dias”, concluiu Thiébaut.

Por Ana Laet, em cobertura especial para o Fórum E-Commerce Brasil.

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