No D2C Summit, João Branco, consultor, professor, especialista em marketing e ex-vice-presidente do McDonald’s, destacou que o maior desafio das marcas não é disputar criatividade, mas compreender de forma profunda quem está do outro lado da relação: o consumidor.

Para o executivo, acompanhar tendências e adotar novas tecnologias é relevante, mas não deve ser o centro das estratégias. O essencial é estar onde o cliente está e compreender seus desejos, necessidades e dores. “Não é preciso ser a marca ou empreendedor que mais entende da categoria onde o produto está inserido. O mais importante é entender sobre quem consome”, afirma.
O cliente como guia estratégico
Branco defende que o consumidor já possui todas as respostas sobre o que funciona ou não. Por isso, em vez de tentar adivinhar suas preferências, as empresas devem observar seu comportamento e identificar o grupo que mais valoriza a marca. “Fazer o que o cliente vai gostar, e não o que você acha que ele vai gostar, é o que gera relevância”, disse.
Essa proximidade pode levar a um atendimento mais personalizado. Em muitos casos, menos clientes significa um serviço mais qualificado, capaz de prever demandas e criar uma sensação de exclusividade.
Confiança é a chave
Ao analisar a nova geração de consumidores, o especialista reforçou que há um movimento de rejeição a excessos de marketing e remarketing. Segundo ele, marcas devem adotar uma comunicação mais direta e natural, quase como se estivessem falando com o cliente “ao pé do ouvido”, o que gera percepção de oportunidade e cuidado.
Para Branco, a construção de marca vai além da lembrança visual ou de campanhas criativas. Ela está ligada à capacidade de marcar a vida do consumidor em experiências reais. “Mostrar que se importa com o cliente é o melhor caminho. O cliente percebe”, concluiu.