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  Redação E-Commerce Brasil

Como o Google deixou de ser um buscador e virou uma ferramenta para o varejo

Segunda-feira, 25 de junho de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

O Google foi fundado em 1996 pelos estudantes Larry Page e Sergey Brin durante um doutorado em Ciência da Computação. A ideia original da dupla era criar uma forma de organizar as páginas na web a partir de um dispositivo de busca online. No princípio, usavam a rede de internet da Universidade de Stanford, onde estudavam, para dar andamento aos seus projetos. Dessa iniciativa, nasceu o BackRub, primeiro nome dado ao buscador.

Sergey Brin e Larry Page, co-fundadores do Google (Reprodução/CNBC)

Nos anos seguintes, no entanto, o projeto cresceu exponencialmente e acumulou funcionalidades e usuários. A partir dos anos 2000, virou um site global: além de ganhar versões em outros 10 idiomas, o Google firmou uma parceria com seu rival de maior peso na época, o Yahoo!, tornando-se o provedor de buscas do portal.

Para Rodrigo Rodrigues, diretor de Soluções em Marketing da companhia e palestrante do Fórum E-Commerce Brasil 2018, o site foi aos poucos perdendo a função de simples navegador para assumir uma postura de usabilidade, tornando-se hoje uma “plataforma de soluções e conteúdo para que empresas das mais diversas indústrias e tamanhos possam crescer e aprimorar seus negócios”.

A última novidade da gigante para o varejo foi o Local Inventory Ads (LIA), que mostra aos usuários, em tempo real, qual o estoque de uma determinada loja.

De 2001 em diante, o Google investiu em funcionalidades até se tornar o maior buscador da internet e a página mais utilizada no mundo. Seja por aquisição de sites com utilidades semelhantes às suas ou pela criação de suas próprias aplicações no mercado online, o Google desenvolveu um grande sistema incorporação de serviços pela internet.

Interação social

Em 2004, a empresa desenvolveu um sistema próprio de e-mails, assim como uma rede social digital, respectivamente: o Gmail e o Orkut, ambos serviços gratuítos, precisavam de um convite dos participantes para alguém de fora entrar. Esse divisor de águas incluiu o Google como um expoente no universo das redes sociais digitais.

Em 2006, a companhia adquiriu o YouTube, ampliando seu leque de alcance de usuários. No mesmo ano, comprou as funcionalidades que possibilitaram a diversidade de utilidades do Google Docs, capaz de abrir arquivos diversos para visualização e edição online.

O ambiente digital dentro do universo Google se tornou de grande valia para empresas também, com funcionalidades de análise de métricas –  como o Google Adwords – e com disponibilidade de adicionar publicidades interessantes em sites que ofertam seu espaço de publicação ao servidor.

Rodrigo Rodrigues, do Google, acha fundamental atenção ao mobile/ECBR/Valério Moreira

A loja virtual da empresa, o Google Play, criada em 2009, ganhou relevância tanto para empresas quanto para usuários no cotidiano mobile, possibilitando hospedar aplicativos compatíveis com o sistema Android e aumentando a circulação de conteúdos através da usabilidade dos usuários de uma determinada marca.

“A influência do mobile fez com que entrássemos na Era da Assistência, em que os consumidores esperam que as marcas os auxiliem de alguma forma”, explica Rodrigues. Para ele, “torna-se mandatória a ideia de engajar os consumidores em qualquer canal”.

Relação do Google com as empresas

Além da disponibilidade do Google AdWords e o Google AdSense, muitas empresas ainda se beneficiam da facilidade de criar eventos, compartilhar informações e viabilizar sua localização no mapa do Google, usando o site como uma forma de interação direta entre usuários e empresas.

A atuação das empresas precisa ser mais abrangente, focando em conhecer o consumidor, ajudá-lo no dia a dia e antecipar suas necessidades”, afirma Rodrigues.

Assim, avaliações, fotos dos estabelecimentos e preços dispostos na visualização rápida da plataforma, quando bem indexados, permitem a inserção de um negócio no universo online particular em que o Google se tornou, visando benefícios tanto para os usuários quanto para as empresas anunciantes.

Além da função “buscar”

No primeiro trimestre de 2018, a empresa registrou a maior receita em publicidade dos últimos quatro anos, segundo a Holding Alphabet. Hoje, a plataforma que surgiu como um projeto universitário lidera o cenário global como a maior empresa de publicidade da atualidade.

Paralelamente, o desenvolvimento de funcionalidades para os usuários excede o uso online do site. Em 2018, por exemplo, o projeto Cresça com o Google passou a propor treinamentos gratuitos e presenciais sobre marketing digital, empoderamento feminino e ferramentas digitais voltadas a professores.

“O Google tem sido parceiro dos lojistas para que possam maximizar seu desenvolvimento, oferecendo não somente soluções de negócio, mas também conhecimento e tecnologia”, finaliza Rodrigues.

Por Júlia Rondinelli, para a redação do E-Commerce Brasil

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