Redação E-Commerce Brasil

O futuro é figital: executivos discutem o tema no Fórum E-Commerce Brasil 2021

Quinta-feira, 16 de setembro de 2021   Tempo de leitura: 6 minutos

“O mundo vai ser um conjunto muito grande de ecologias de informações globais e todos os mercados serão físicos, digitais e sociais”, essa foi uma das afirmações feitas pelo cientista chefe da The Digital Strategy Company, Silvio Meira, durante a palestra “Fundações para os futuros figitais”, ministrada por ele e pelo VP de Tecnologia da Magalu, André Fatala, nesta quarta-feira (15), no Fórum E-Commerce Brasil Grand Connection.

Inicialmente Meira fez um apanhado sobre a onda de inovação digital iniciada na década de 1970 com as redes digitais privadas que deram sequência à criação da internet de negócios em rede nos anos 1990, dos ecossistemas digitais estruturados na década 2000, aos processos de transformação digital que começaram na década passada e continuam e à entrada no espaço competitivo de ecossistemas de mercados em rede habilitados por plataformas digitais.

Em seguida foram apresentadas aos participantes as quatro fundações que possibilitam a saída dos moldes físico para uma performance figital. Confira:

1 – Flexibilidade combinatória

Nesse sentido ele citou o uso da nuvem, que, para ele, é uma tecnologia que faz com a rede passe a ser o computador. “Quando a gente olha para o provimento de serviços de computação, comunicação e controle em rede, estamos falando de alto atendimento sob demanda, amplo acesso à rede, agrupamento e compartilhamento de recursos, elasticidade rápida e serviço medido pago por uso”, aponta.

“Não é que tudo é software, tudo já era software, a gente passou foi a notar que tudo já era software e a forma peculiar em que os softwares influiam nos mercados e nas organizações, que passaram a ser redes”, completa.

2 – Plataformas figitais

A segunda fundação diz respeito à conexão de pessoas e a consequente criação de mercados em rede. “Que são muito mais que aglomerados de pessoas, são plataformas que se estruturam, se relacionam e criam ecossistemas de plataformas baseados no uso de dados para a criação de valor para todo mundo envolvido, principalmente se tiver uma estratégia para fazer isso”, explica.

Na definição do cientista, plataformas são conjuntos de infraestruturas como servidores, roteadores, lojas e motocicletas de entregas associadas a serviços que, no e-commerce, podem ser catálogos, busca, pagamento e logística. “Plataformas não surgem do nada e elas se desmontam do nada se a gente não cuidar”, avalia.

3 – Experiências fluídas

Conectividade e diversidade são a base dessa fundação. No que tange à conectividade, vale ressaltar a expansão do acesso aos smartphones, o que proporciona um grande número de pessoas informatizadas e sistemas de informação com 2 bilhões de pessoas.

“Redes podem ser desenhadas, mas dependem essencialmente de pessoas e pessoas não podem ser reduzidas à facetas dos seus comportamentos, pura e simplesmente. Há pessoas cujos comportamentos, num certo espaço de tempo, levam à transações do tipo cliente/fornecedor com a empresa, mas a empresa não tem cliente, ela se relaciona com pessoas e criar experiências aqui é muito mais sofisticado do que usar habilidades e jornadas, são novos modelos mentais”, garante.

4 – Adaptação

A primeira lógica dessa fundação, aponta Meira, é a criação de conhecimento sobre o que são mercados figitais. A segunda é descobrir oportunidades de mudanças e evolução nesses espaços, nas fronteiras das organizações com o mundo externo. Realizar, evoluir e escalar também engrossam o rol de lógicas.

“Boas escolas conectam educação com experiência, não adianta só saber, tem que saber fazer. Bons negócios conectam pesquisa e desenvolvimento e negócios que aprendem são escolas de fazer”, finaliza.

Magalu

Quando o assunto são futuros figitais, a Magalu marca presença. Durante o encontro, Fatala falou sobre a experiência da transformação de uma empresa varejista tradicional, com operação digital, em uma plataforma digital, com pontos físicos e calor humano.

A transformação citada por ele segue uma cronologia que inclui a criação do Luizalabs, a adoção de uma estratégia baseada API e Cloud strategy, o investimento forte em mobile e em Marketplace multicanal e o desenvolvimento do Magalu as a Service – MaaS.

“Isso começou de maneira extremamente pequena, o Luizalabs era um time de três pessoas, começando a desenvolver tecnologia dentro de casa e que depois fez com que a gente mudasse a maneira como a gente se organizava como time”, recorda.

Foi com a entrada do Marketplace que a Magalu experienciou a construção de um business de plataforma e possibilitou a outros varejistas levarem seus produtos para a empresa, hoje milhões de itens chegam aos consumidores .

Somado a isso, a digitalização das lojas físicas foi direcionada a remover a fricção de processos que existiam e torná-las parte do ecossistema. “Várias aplicações começaram a nascer dentro das lojas para isso, até chegarmos ao modelo em que as lojas fazem parte desse sistema e atendem o nosso marketplace e os sellers, hoje temos as lojas operando como se fossem uma agência dos Correios”, conclui.

Por Tatiana Moura, em cobertura especial para o Fórum E-Commerce Brasil.

Leia também: O fenômeno do marketplace no Brasil de 2021.

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