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  Redação E-Commerce Brasil

Lojas aumentaram valor mínimo para frete grátis em 2017, diz ABComm

Terça-feira, 30 de janeiro de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

No Brasil,diminuiu o número de lojas virtuais que “embutem” o valor do frete no preço, ou subsidiam parte do custo. Isso porque os e-commerces aumentaram o valor mínimo para frete grátis, que pulou de R$ 170 em 2013 para R$ 255 em 2015 e R$ 266 em 2017.

É o que mostra pesquisa sobre Logística no E-commerce brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) com apoio da Brazil Panels e ComSchool.

O frete, porém, ainda é o maior responsável pelos custos logísticos no e-commerce (58,1%) frente aos gastos com armazenagem (21,5%) e manuseio (20,5%).

A participação desse custo, entretanto, reduziu em relação a 2015 (era de 62,6%). Investimentos em automação, processos e capacitação da equipe contribuíram para mais performance no manuseio e consequentemente na redução de custos. Em mercados maduros, as lojas virtuais cobram pela entrega.

Assim como nos anos anteriores, a pesquisa considerou três pontos principais da logística: armazenagem, transportes e manuseio.

Entre 22 e 29 de setembro de 2017, foram coletados 544 questionários válidos no campo online, compostos por empresas de varejo de bens de consumo, com resultados ponderados de acordo com o porte de cada uma. Considerando as cerca de 22 mil lojas virtuais ativas no país, a margem de erro da pesquisa é de 6%, com grau de confiança de 95%.

Armazenagem

Segundo a pesquisa, o quesito Armazenagem não teve grande variação no tipo de utilização. Por conta das vantagens de custo inferior e maior controle sobre a operação, realizar o próprio armazenamento (86,1%) continua sendo a preferência das lojas virtuais.

Como desvantagens dessa opção estão a baixa elasticidade em datas sazonais e o menor poder de barganha com transportadoras. Empresas com armazenagem terceirizada, em contrapartida, conseguem operar de outros Estados, com menos complicações na partilha do ICMS.

A pesquisa também avaliou o volume de lojas virtuais que trabalham com estoques consignados (dropshipping). Houve uma queda na quantidade de empresas que utilizam parte de seu estoque nesse recurso (de 19,8% para 16,8%), porém, um aumento de lojas que utilizam o catálogo completo em dropshipping, que provavelmente estão compreendendo melhor o gerenciamento nesse modelo (de 6% para 8,6%).

Tipos de frota

Há tendência na quantidade de lojas virtuais utilizando transportadoras privadas na tentativa de diminuir a dependência ao uso dos Correios. Isso porque, segundo a pesquisa, o índice de satisfação dos lojistas foi de quase metade (43,9%) considerando o serviço péssimo ou ruim.

Empresas com faturamento acima de R$ 10 milhões/mês, por exemplo, tiveram o percentual de uso dos Correios reduzido em 38%. Além disso, o fim do e-Sedex obrigou a maioria das lojas virtuais a buscar transportadoras privadas, enquanto uma parcela menor migrou para o Sedex. Considerando as lojas virtuais que contratam os serviços de transportadoras privadas, elas utilizam em média 2,3 transportadoras diferentes.

O principal problema enfrentado pelas lojas virtuais frente aos Correios é o atraso na entrega, cujas reclamações aumentaram consideravelmente de 2015 para 2017, segundo o estudo. A demora e o mau atendimento também são outros pontos de atenção relatos pelos entrevistados, além da falta de segurança (furtos e extravios que ocorrem com frequência).

A tendência no número de lojas virtuais que contratam transportadoras por região, continua crescente. Isso confirma o amadurecimento do mercado em trabalhar com diferentes empresas, numa estratégia de transportes. Ao gerenciar tabelas de fretes por região, a loja virtual reduz custos e aumenta a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes.

Prazo de entrega

Na contramão do e-commerce mundial, no qual o prazo tende a ser reduzido, no Brasil os pedidos demoram cada vez mais para chegar na casa dos consumidores. As lojas virtuais perceberam que prometer prazos de entrega apertados, pode significar problemas de reclamação, arranhões em sua imagem nas redes sociais e até mesmo processos jurídicos. Em alguns casos, como no Rio de Janeiro, percebe-se que há problemas graves com as entregas.

Mais de 57% das lojas virtuais entrevistadas apresentam taxas de devolução abaixo de 3%. A variação é grande entre categorias. A taxa média de devolução que em 2015 era de 4,17% diminuiu em 2017 para 2,7%.

Novos mercados

Assim como há milhões de consumidores brasileiros comprando em lojas virtuais estrangeiras, aumentamos o número de lojas virtuais vendendo para outros países. Cerca de 21,5% das lojas virtuais entrevistadas disseram que já enviaram produtos para o exterior, contra 16% em 2015.

Datas sazonais

A Black Friday já é a data mais importante para as lojas virtuais brasileiras. 78% dos lojistas entrevistados apontaram essa data como mais importante do ano. Segundo dados da própria ABComm, cerca de 33% das compras da Black Friday são de pessoas antecipando as compras de Natal, o que acaba canibalizando as vendas natalinas.

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