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  Redação E-Commerce Brasil

Fim do boleto sem registro abre novas opções de pagamento seguro

Sexta-feira, 04 de setembro de 2015

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban decidiu, em junho desse ano, acabar com os boletos sem registro. A determinação foi apresentada por meio de um cronograma de ações, que vão diminuir o uso deste meio de pagamento. Ainda em junho teve fim a oferta da cobrança sem registro para novos entrantes e clientes atuais. E no mês de agosto teve início a operação da base centralizada de beneficiários.

A previsão é de que em dezembro de 2016 termine a migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade registrada e em janeiro de 2017 tenha início a operação da base centralizada de títulos, com validação interbancária no momento da liquidação.

Apesar o cronograma, não existe ainda uma previsão para sua completa extinção, já que o boleto sem registro poderá ser emitido até janeiro de 2017. Entretanto, as operações de liquidação se limitarão apenas para a bandeira do banco emissor.

Visando a garantir a segurança dos clientes, a medida pode representar aumento de custos de operação e gerenciamento de cobranças, e até de atualização de sistemas para empresas de TI que utilizavam a modalidade sem registro. Atualmente os boletos sem registro representam cerca de 15% do e-commerce nacional, segundo a E-commerce Brasil e é amplamente aceito por vendedores e consumidores.

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABComm, por exemplo, repudia a diretriz da Febraban e considera a medida extremamente danosa para o e-commerce, já que os lojistas virtuais é que terão que arcar com os custos por boleto emitido, o que pode chegar a R$ 5, sendo que metade dos títulos não é pago e, portanto, não gera receita. Com isso, pequenas e médias empresas virtuais, que chegam a 45 mil lojas em todo o país, precisam repensar os modelos de recebimento.

Cobrança sem registro x cobrança registrada:

Para entender melhor o que representa a mudança, vale destacar as diferenças nos tipos de boletos. Na cobrança sem registro, o boleto é emitido e enviado para o consumidor pagar. A emissão não é registrada no banco, que só é avisado se o pagamento se concretizar. A vantagem para o lojista é que não há taxa de emissão, apenas se o boleto for creditado.

Já na cobrança registrada, o lojista precisa enviar um arquivo de remessa ao banco, que pode enviar para protesto imediatamente. É um tipo de cobrança mais cara, porque o lojista paga na hora da emissão e não na finalização da compra. Em contrapartida, tem como vantagens a gestão da carteira (saber quem pagou, o que pagou e quando pagou); conciliação e relatórios de gestão; maior segurança eletrônica por meio de Débito Direto Autorizado (DDA); uso de boletos como lastro em operações de crédito e maior comodidade, já que permite o pagamento do boleto vencido em qualquer banco pelo DDA ou pela atualização no site do banco emissor.

Novas opções ao boleto registrado

Diante desse cenário, muitos lojistas passaram a buscar novas opções de pagamento, que reúnam bom custo-benefício e segurança para o consumidor. Uma dessas alternativas é o pagamento pós-pago para compras online, método que já está disponível para mais de 15 mil lojistas virtuais no país.

O CEO da Koin, empresa que oferece o pagamento pós-pago para compras online na América Latina, explica as vantagens do sistema. “Usar ferramentas para garantir a segurança das transações, que administrem todo o risco originado das vendas e assumam o risco de inadimplência da operação e prevenção à fraude é recomendado”.

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9 comentários

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  1. É um retrocesso o fim da carteira sem registro e, na minha opinião vai gerar um avalanche de ações na justiça quando o banco protestar um cliente sacado que, sequer, recebeu o seu produto porque desistiu da compra no tempo prescrito no Código do Consumidor. Portaria não é Lei e o lojistas virtuais deveriam se mobilizar com ações na Justiça e um Projeto de Lei no congresso para regulamentar essa ação da Febraban que visa tão somente aumentar os já altíssimos custos de operações com essas instituições.

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  2. Que vergonha! Possuo um e-commerce e no mínimo 30% dos boletos gerados não são pagos ou então são emitidos com datas atualizadas. Fora os boletos que o cliente gera em dobro. É vergonhosa essa decisão. Teremos que trabalhar com descontos mais agressivos que induzem o cliente a fechar a transação por TRANSFERÊNCIA. Brasil sil sil…

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  3. Ridiculo colocarem o título como se estivessem dando novas opções para os lojistas e consumidores. Esta “nova opção” já existe e chama boleto registrado. Quem quer pode utilizar desde sempre, com os sistemas arcaicos e burocráticos dos bancos.

    Quem precisa trabalhar com boleto sem registro pois tem uma quantidade imensa de reemissões (40 a 50%) vai ter que embutir no seu custo isso, não é o e-commerce que deixa de faturar, é o consumidor que paga mais caro. Exatamente igual a mudança do imposto para os estados. Fica mais caro pro consumidor.

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    1. André, fui ao banco me informar. Eu pago 2,90 por título liquidado (apenas isso) a não ser a folha e a tinta da impressora (rs). A partir do momento que for obrigatório o registro, o custo incluindo emissão e liquidação será de quase sete reais, teremos que aumentar o custo do produto e quem paga é o cliente (isso não é bom). Aí o cliente não paga e pra protestar o custo é alto – media de R$ 45 reais, cancelar o título pra não ser protestado tem custo também. Resumindo: só ficará bom para o banco. Eu tenho muitos clientes que não pagam e aí eu resolvo pegando o material de volta, cobro, faço desconto. Desse jeito vai complicar meu negocio.

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  4. Se o cliente tiver um prazo de, no mínimo, 30 dias após o vencimento para ser protestado tudo bem. Possuo vários clientes que atrasam um mês e acabam pagando no próximo. A modalidade com registro cedente terá mais gastos e o cliente se dá mal, pois o banco fatura um monte.

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  5. Vai no santander perguntar qual a alternativa pra isso… Ninguém sabe de nada… Enfim uma verdadeira ZONA.

    Esses pilantras inventam leis absurdas, os bancos não se movimentam para derrubar a lei nem mesmo arrumam soluções para contornar o problema. Afinal a conta vai sempre pro empreendedor e para o consumidor.

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