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  Redação E-Commerce Brasil

Figital: como engajar consumidor que ‘pesquisa, mas só compra no físico?’

Segunda-feira, 02 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

O e-commerce é um dos setores que mais cresce no país, mas uma modalidade que também chama atenção é o ‘figital’, que é a junção do físico com o digital, segundo Felipe Mendes, managing Director Brazil da GfK Brazil durante o Fórum E-Commerce Brasil 2019.

O executivo explicou que boa parte da população ainda compra em lojas por diversos motivos, como a quebra de um eletrônico que precisa ser substituído no mesmo dia, como uma geladeira por exemplo. Porém, quando essa compra é programada, em especial para produtos tecnológicos, o cliente costuma mesclar os campos online e offline. Veja como isso pode se converter em compras para o seu e-commerce:

Felipe Mendes no Fórum E-Commerce Brasil 2019

A resposta está na jornada de compra

No período que engloba o ano de 2018 e o primeiro trimestre de 2019, 62.437.864 milhões de produtos foram comprados. Dados da GfK mostram por quais canais essas compras foram feitas e as principais diferenças entre elas.

  • Compraram online – 14,5%
  • Compraram offline – 36%
  • Pesquisa online + compra offline – 49,5%

Ou seja, o figital já representa metade desse montante.

Mas como engajar pelo figital?

“A compra pelo figital avança. É uma compra que passou pelo online em algum momento, mesmo que não tenha sido feita em algum e-commerce, o consumidor por ter utilizado a internet para pesquisar, por exemplo, o que caracteriza uma compra mais planejada”, afirma. “É uma oportunidade de interagir com essa pessoa, o que dá grandes chances de ela voltar para o seu site, aumentando as chances de negócios”, analisa Mendes.

Como atrair as pessoas menos favorecidas?

De acordo com o executivo, ainda há diferença de preços de produtos vendidos online e offline no Brasil, mas isso não é realidade no resto do mundo. “Na Europa, o preço já se igualou. A diferença de preço deixou ser a principal razão para se comprar online”.

Segundo Mendes, o Brasil é um país básico no quesito de educação e renda. “De cada três brasileiros, dois ganham até R$ 3 mil de renda. É um absurdo! Em educação, 60% das pessoas têm até o fundamental completo. Por mais que o comerciante fale ou escreva, às vezes, as pessoas não entendem que o frete era embutido. As pessoas têm dificuldade em entender texto e número. Portanto, a parte visual e a voz são tão importantes no nosso mercado”.

“A desbancarização ainda é um problema. As contas digitais e as fintechs fizeram o setor avançar muito nesse ano, mas precisa crescer ainda mais. A segunda questão é a entrega. As pessoas passam o dia todo fora de casa, às vezes trabalhando longe, não têm portaria no prédio ou mora em casa. Então facilita passar em algum ponto e retirar o produto”, elenca o executivo.

“Outra questão é que muito desse acesso é feito pelo celular, por isso o acesso não pode mais ser considerado um problema por causa do 3G. Hoje, 69% dos sites são responsivos”.

Leia também: Logística em favelas e áreas de risco: como otimizar as entregas do seu e-commerce

Por Dinalva Fernandes, da redação do E-Commerce Brasil.

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