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  Redação E-Commerce Brasil

Falta de funcionários gera atraso em CTE dos Correios de São Paulo

Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Funcionários terceirizados do CTE Saúde – um dos quatro centros de tratamento de encomendas dos Correios na cidade de São Paulo – foram desligados da empresa em janeiro e ainda não foram substituídos. Com isso, boa parte dos pacotes que passam pelo local está com o prazo de entrega atrasado em até duas semanas.

O CTE Saúde atende bairros de São Paulo e parte do ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema).

Segundo o E-Commerce Brasil apurou, trabalhadores estão realizando mutirões aos finais de semana para tentar normalizar a situação, mas o estoque parado é muito grande. Os carteiros também estariam ajudando a levar os itens mais urgentes, como os da família Sedex.

Uma das agências escutadas pela reportagem – que se identificou como lojista durante as ligações – afirmou não existir prazo para contratação de substitutos. Já um e-mail trocado pelo setor administrativo da estatal, ao qual o E-Commerce Brasil teve acesso, afirma que “o contrato está para ser normalizado após o Carnaval”, mas não cita datas.

Outro funcionário recomendou à reportagem fazer postagens que utilizem sistemas de urgência, como o Sedex. Questionado novamente sobre outras opções para o lojista não sofrer reclamações por atraso, ele foi sincero. “É bom ter um plano B [para enviar o produto]”, disse.

Impacto

Lojistas que precisam enviar as compras pelo Correio, principalmente os que vendem por marketplaces, começaram a sentir na pele os impactos dos atrasos.

Themer Majzoub, dono de uma loja online de tabacaria na região atendida pelo CTE Saúde, está com cerca de R$ 2 mil travados no Mercado Livre porque os itens ainda não foram entregues.

“Tenho encomendas que estão muito atrasadas e por conta disso eu não estou conseguindo receber meu dinheiro. Tenho cerca de 20 pedidos atrasados cinco, seis dias a mais do prazo estimado”, reclamou.

De acordo com ele, as mercadorias que ficaram paradas nas agências próximas ao destino final foram retiradas pelos clientes, mas os Correios não deram “baixa”, e por isso, o marketplace não consegue registrar a entrega e o dinheiro fica preso. “Informaram, na agência que frequento, que os Correios estão ‘sem funcionário’ e ‘sem dinheiro’”, contou.

Outro varejista, que conversou com a reportagem sob condição de anonimato, chegou a ficar com cerca de 140 encomendas paradas, aguardando liberação do CTE Saúde.

Além das ameaças de processo na Justiça e denúncias no Procon-SP, a avaliação da sua loja – cujo faturamento depende 90% de um marketplace onde vende – passou a cair vertiginosamente.

Se, no início do ano, a média de nota era 4,2, em uma escala de um a cinco, agora está em 3,7. Se cair outra vez, seus anúncios vão para o fim da fila de prioridade.

Em alguns casos, ele decidiu postar novamente o produto, mesmo com o envio original parado no CTE Saúde, mas por meio de uma transportadora com quem tem contrato desde o fim de 2017 – ou seja, custo duplo.

“Não estou preocupado em pedir indenização aos Correios. Estou preocupado em não quebrar”, finalizou o varejista.

Os Correios foram procurados para explicar os motivos da quebra de contrato, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Alice Wakai, Caio Colagrande e Júlia Rondinelli para E-Commerce Brasil

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4 comentários

Comentários

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  1. Contratos somente no início de abril, funcionários da área da entrega estão deslocados para o tratamento até 31 de março, fazendo assim tbm um gargalo na distribuição. Ao menos o correio devia ter a transparência na informação para assim criar novamente um laço com seu cliente mesmo qdo as coisas estão mal.

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  2. Estou esperando uma encomenda e já está parada no centro de distribuição há dias,já era pra ter sido entregue desde a semana passada,isso é vergonhoso, pois pagamos um valor de frete absurdo, e os correios não tem dinheiro pra melhorar esse serviço, sinceramente isso é uma vergonha!

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  3. Infelizmente não é só no estado de São Paulo, utilizo os correios para entrega de minhas vendas e tenho problemas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. É uma pena, utilizo a mais de 7 anos e só ultimamente ficou impossível confiar nos serviços dos correios.

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