Redação E-Commerce Brasil

Encantar e vender pelo conteúdo com promoção de verdade, o segredo do sucesso do Jovem Nerd

Quarta-feira, 29 de julho de 2020   Tempo de leitura: 8 minutos

Ao longo dos anos, Alexandre Ottoni e Deive Pazos se tornaram referências no mundo nerd. Fundadores do Jovem Nerd e produtores de conteúdo há 18 anos, eles galgaram o sucesso com muito suor e esforço. As muitas lições aprendidas ajudaram na arte de gerar encantamento, engajamento, relacionamento e vendas. E hoje contaram um pouco dessa jornada no Fórum E-Commerce Brasil 2020 Global Edition.

A NerdStore, por exemplo, começou como uma forma de diversificação e de monetização, na época, entre 2007 e 2008. Foi nesse período que a dupla entendeu o poder do comércio eletrônico. Eles estavam no início da carreira de produtores de conteúdo. Criaram o Jovem Nerd, a NerdStores e o NerdCast, que passou a ser o maior podcast do Brasil e no final de 2019 registrou 1 bilhão de downloads.

E para aprender a monetizar todas as ideias que estavam saindo do papel, eles entenderam que não bastava simplesmente colocar um produto numa vitrine e fazer um anúncio pago nas redes sociais. Era preciso pensar na maneira de comunicar o que estava à venda.

“O que a gente fez muito foi trazer contexto para os produtos. Por exemplo, a gente teve o caso da ‘Batalha do Apocalipse’ [livro], que a gente queria lançar um autor desconhecido, que ninguém tinha ouvido falar. E como apresentar esse livro, sem dar spoiler e, ao mesmo tempo, despertando interesse? Na época, a gente fez um NerdCast sobre o tema do livro, que era apocalipse, convidamos o autor e conversamos sobre isso. Então, a gente criou um contexto antes de falar sobre a venda do produto. E se tornou um sucesso”, disse Deive Pazos.

“A gente entendeu o poder do conteúdo relacionado às vendas. E isso mudou bastante a nossa visão na ápoca da Black Friday. A gente já tinha a NerdStore desde 2007, mas foi só em 2014 que a gente lidou com a Black Friday. Nós, como produtores de conteúdo, não viemos do background de e-commerce, tampouco de varejo. Então, para nós, tudo era um aprendizado. A gente começou com o estoque na sala de casa”, revelou Alexandre Ottoni.

Black Friday do Jovem Nerd

Segundo Ottoni, a ideia da primeira Black Friday do Jovem Nerd era fazer uma propaganda de varejo, “de gritaria, de loucura, mas com uma piada, com humor, como era o nosso conteúdo”. Ele afirma que os clientes já conheciam os conteúdos e entenderam as piadas. Com isso, a primeira Black Friday da empresa “foi responsável por seis meses de faturamento do ano de 2014”.

“Essa Black Friday pegou um estoque remanescente que a gente tinha de 5 anos anteriores. E a gente decidiu queimar o estoque. Os descontos eram reais e a gente sempre teve o compromisso de vender a verdade para o nosso público”, enfatizou Deive.

“E a gente, inclusive, meteu a mão na massa na operação, porque a gente completava o turno da madrugada. Os funcionários do dia iam embora e a gente passava a madrugada inteira trabalhando para entregar essa loucura que a gente ofereceu para os clientes. A gente sempre soube entregar o que prometia”, disse Ottoni.

Público-alvo

Ao serem questionados por Samuel Gonsales, Diretor de Relacionamento do E-Commerce Brasil, sobre como a dupla identifica qual o público-alvo certo para cada produto, Ottoni respondeu:

“A gente é um mercado de nicho, então já estamos falando com um público focado neste interesse. Na NerdStore, começamos com camisetas das nossas próprias marcas e piadas e nos diversificamos com o passar dos anos. Dentro desse universo, focado neste nicho nerd, a gente identificou que o preço do produto faz muita diferença. Camisetas e, principalmente, livros sempre foram os produtos mais atraentes”.

Deive: “A gente conseguia produzir as camisetas com agilidade. E muitas mensagens que estavam nas camisetas estavam ‘conversando’ sobre assuntos que a gente tratava nos nossos programas. Nós ouvíamos os consumidores para saber o que eles queriam nas camisetas”.

Ottoni: “Isso é ouvir o hype e responder a ele. Faz muita diferença nas vendas. E todos os anos, a Black Friday passou a ser o evento principal para o nosso publico, que esperava o que a gente iria fazer de diferente naquele ano”.

Deive: “E uma das nossas estratégias era lançar as promoções na quarta-feira anterior à Black Friday. E o vídeo promocional passou a ser esperado pelo nosso público para saber o que teria de novidades”.

Ottoni: “É uma forma de encantar pelo conteúdo. Sempre foi a nossa forma de pensar e sempre obteve resultados cada vez melhores. É claro que a gente tinha que responder com a operação, não só na parte de vendas, mas nosso principal trabalho sempre foi aliar o conteúdo às vendas”.

Deive: “…. que é uma dor de cabeça pra gente, porque todos os anos a gente sempre tem que fazer um vídeo melhor que supere o anterior.”

Acertos

A dupla  que, em poucos anos, se tornou uma referência no entretenimento nerd, faz uma irreflexão sobre os acertos ao longo dessa trajetória. Deive disse que “o principal acerto é você se comunicar verdadeiramente e chamar atenção da pessoa. Mas se você chamar atenção dela com uma mentira, no final não vai dar certo. Esses são os dois principais pilares dos nossos produtos na Black Friday, que são fazer algo extravagante, que chame atenção e seja único, mas que tenha promoção de verdade. É tentar trabalhar com a maior transparência possível”

Canais e formatos para investir

A internet muda muito rápido e os canais de maior relevância hoje, podem não ser os mesmos de amanhã. Por isso, como saber qual o melhor canal para criar conteúdos? Ottoni afirma que “o Instagram se tornou um canal de comunicação incrível, que tem tido muito sucesso. Todo mundo tem se comunicado via Instagram e tido uma resposta incrível.

Ele lembra que, além das diferentes plataformas disponíveis para o público, dentro do próprio Instagram existem ferramentas diferentes. “É um universo dentro de sí, com várias ferramentas e é necessário entender a melhor forma de se comunicar. É preciso saber se comunicar em linguagens diferentes dentro de cada plataforma”.

Por Rafael Chinaglia, da Redação do E-Commerce Brasil

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