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  Redação E-Commerce Brasil

Aumenta o empoderamento da mulher empreendedora

Quinta-feira, 08 de Março de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

Segundo um estudo da Receita Federal, 48% dos microempreendedores hoje são mulheres. Outro estudo, da Serasa Experian, indica que 37% dos empreendimentos femininos estão em fase inicial, ou seja, tem menos de cinco anos de idade. Isso aponta para um reposicionamento do cenário de trabalho, principalmente com mulheres jovens (entre 26 e 45 anos).

A questão salarial, no entanto, ainda é um fator de disputa de gêneros no cenário participativo de algumas corporações: dados de 2017 do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados) revelam que a média salarial feminina ainda é menor que a dos homens e a distinção aumenta com relação ao grau de instrução da mulher. O levantamento indica que as mulheres com ensino médio completo têm menores salários que homens com a mesma condição de ensino e de atuação profissional, além de maiores taxas de demissão.

Além de representar o aumento da renda familiar, a participação feminina em segmentos de destaque significa representatividade e novas perspectivas para o mercado de trabalho. Para Fernanda Galhego, gerente de marketing da Campneus, a participação feminina não acrescenta somente aos novos empreendimentos. “Grandes mulheres estão no comando de empresas varejistas físicas e online e devem ser inspiração para as novas profissionais que estão chegando”.

Segundo Galhego, o crescimento do comércio online atrai mais profissionais para as áreas de destaque, o que é positivo para a mulher com qualificação, que entra no setor justamente para atender as demandas do mercado de trabalho.

O crescimento da participação feminina em empreendimentos e em cargos de relevância no varejo online revela ainda outra realidade. Com a abertura de novas possibilidades profissionalizantes, as mulheres passam a liderar em posições menos restritivas do mercado, encontrando mais oportunidades fora das demandas tradicionais, que se abrem com maior demora para a igualdade de gêneros.

Dados do IBGE sobre a mortalidade de empreendimentos novos revelam que os negócios geridos por mulheres tendem a caminhar com mais longevidade. A possibilidade de fazer o comércio crescer por meio das lojas online significa muito para uma população feminina brasileira que convive com a dupla jornada de trabalho.

Segundo uma pesquisa divulgada pela IPEA (Pesquisa Econômica Aplicada) em 2017, as mulheres trabalham uma média de 7,5 horas a mais que os homens. O levantamento inclui, além das tarefas domésticas e cuidados com os filhos, outras formas de trabalho remunerado que complementam a renda.

Yasmini Ferrara, head de e-commerce e marketing da Passarela, considera que mesmo com a abertura de novas oportunidades de gestão feminina, a área do varejo como um todo ainda representa grandes desafios para as mulheres. “Eu já participei de muitas reuniões numa sala com oito, dez homens e apenas eu de mulher. A impressão que dá é que você precisa ser 10 vezes melhor”, lamentou Ferrara.

Futuro

Os setores que mais crescem sob o empreendimento feminino são de Moda e Acessórios, Cosméticos, Perfumaria e Cuidados Pessoais. Essas áreas de atuação mudam de significado sob o cuidado das empreendedoras, que têm um destaque maior por atuarem online.

Ferrara explica que a área é mais aderente e receptiva para mulheres e que estar inserida nela hoje é o “ápice da profissão”. Além disso, existem posições profissionais em que as mulheres se destacam mais, como atendimento, gestão de pessoas e vendas diárias.

A mulher tem características valiosas e é justamente a  forma como lidera, acompanha projetos, lida com pressão e desperta resiliência naquilo que acredita, que complementa times de sucesso ou formados majoritariamente por homens; times mistos sempre serão muito mais eficazes”.

Para o futuro do e-commerce, tanto Fernanda Galhego quanto Yasmini Ferrara veem a profissionalização da mulher como algo imprescindível.

“Meu conselho é pra nunca parar de aprender, sempre estudar o que tem de inovação, nunca achar que inovação é um assunto masculino e, principalmente, tentar achar oportunidades em tudo, em tudo mesmo”, diz Ferrara.

Estude e escute o mercado, vá a campo,  prepare-se tecnicamente e faça networking,  a troca de informação é um ponto importante para dar velocidade aos projetos, atingimento das  metas e gerar confiança. Acima de tudo, acreditem em si, em suas habilidades e competências e façam o melhor que puderem na função que assumirem, será esta crença que garantirá o sucesso do projeto e da sua carreira”, completou Galhego.

Por Júlia Rondinelli, da redação do E-Commerce Brasil

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