Redação E-Commerce Brasil

Em pandemia, segmento de alimentos no e-commerce dispara 330% em março

Quinta-feira, 23 de abril de 2020   Tempo de leitura: 2 minutos

Um estudo feito pela Corebiz, empresa de inteligência para marcas do varejo, mostra que as vendas online no segmento alimentício cresceram 330% em março no comparativo com o mês de fevereiro. A alavancagem no setor teve início no dia 16 de março, quando a campanha pela quarentena contra o coronavírus ganhou força no País.

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De forma geral, o levantamento mostra que todos setores da economia foram atingidos pelo efeito coronavírus. O segmento Casa e Construção, que usualmente tem movimento fraco no início do ano, apresentou uma recuperação no final de março após ser atingido pela crise do coronavírus em meados do mês. A previsão é de crescimento mensal de 50%.

Setores prejudicados

Já o mercado de cosméticos segue ritmo crescente de vendas, tendo registrado salto de 90% em março na comparação com o mês anterior. Por sua vez, o segmento da moda despencou durante a crise da covid-19. A previsão é de um declínio de 21%, em média, em março sobre fevereiro. Como o cenário estava em ascensão antes da crise, a projeção ainda é de um crescimento módico de 25% em relação a março de 2019.

A pesquisa também mostra que o setor industrial é um dos mais prejudicados pela crise do novo coronavírus. Os números despencarem drasticamente desde o início do decreto de pandemia no País: a CoreBiz observou uma queda de 32% nas vendas do segmento no mês de março. A estimativa é de uma queda anual de 70%. Aqui, o efeito coronavírus impacta, sobretudo, na importação de matérias-primas.

Saúde e bens duráveis

No geral, as categorias de saúde, cuidado pessoal e alimentos e bebidas registraram crescimento de 15% sobre fevereiro deste ano e de 65% em relação à primeira quinzena de março do ano passado. De acordo com a pesquisa, outras categorias de bens duráveis — como livros, moda & acessórios e automotivos — devem sofrer pouco com a queda de demanda, pois continuarão a ser procurados. Por outro lado, bens de consumo duráveis e de alto valor tendem a perder participação. Isso porque os consumidores tendem a dar prioridade a outras compras até haver uma perspectiva maior de estabilidade social e econômica.

O estudo conclui que, em 2020, existe a possibilidade de ocorrer um crescimento que supere a projeção de aumento de 18% feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. Os motivos são as mudanças comportamentais atreladas à disseminação do coronavírus e o amadurecimento do setor como um todo.

Esse crescimento no cenário atual considera produtos em conexão à crise do coronavírus. Entre eles, destaque para máscaras protetoras, luvas e álcool em gel, assim como os de primeiras necessidades (alimentos, papel higiênico, fraldas etc.).

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