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E-commerce venderá US$315 bilhões no mundo em 2015

Por: Alice Wakai

Jornalista, atuou como repórter no interior de São Paulo, redatora na Wirecard, editora do Portal E-Commerce Brasil e copywriter na HostGator. Atualmente é Analista de Marketing Sênior na B2W Marketplace.

A tecnologia está mudando o modo de como os consumidores interagem com os varejos em quase todos os canais, provendo oportunidades (e dasafios) para os varejistas, sejam eles pequenos, médios ou grandes, em quase todas indústrias.

As vendas online como um todo cresceram de forma assustadora ao longo dos últimos cinco anos; uma pesquisa feita pela IBISWorld estima que a receita vinda do e-commerce e leilões virtuais cresceu à uma taxa anual de 8,9% desde 2010, e atingirá a cifra dos US$314,9 bilhões em 2015.

Contudo não são todos os varejistas que estão igualmente cientes da importância do comércio eletrônico. Algumas indústrias estão claramente mais suscetíveis à penetração no mundo digital; porque ir comprar um notebook no shopping se você pode comprar o mesmo produto com 30% abatido do valor na conveniência da sua casa? A economia está cheia de exemplos de indústrias se revirando para enfrentar a concorrência no mundo digital.

Por outro lado, alguns produtos estão sofrendo para conseguir se adaptar a esse mercado, por exemplo a indústria de alimentação, hortifruti, perecíveis ainda estão tendo uma grande dificuldade para decolar no mercado digital.

crescimento-de-vendas-2010-2015

Como é claramente demonstrado no gráfico, as vendas no mercado digital cresceram dramaticamente mais rápido do que as vendas no varejo físico no últimos 5 anos em quase todos os segmentos. Isso é esperado de um mercado que está em crescimento de uma base bastante pequena – o e-commerce está por aí faz somente 15 anos- contudo, a disparidade nas taxas de crescimento ao longo de tantas indústrias nos diz que o potencial dessa tecnologia é suficiente para atingir elevadíssimas fatias de venda no varejo.

Uma coisa que deve estar muito claro na cabeça de quem pensa no mercado digital: taxas de crescimento não são sinônimo de vendas. Por exemplo, a venda de produtos alimentícios cresceu na casa dos 17% desde 2010, para a casa dos 12,7 bilhões de dólares, contudo quando comparada às vendas no varejo físico, as taxas ainda não são tão expressivas.

Por outro lado, no caso de câmeras cresceram a uma taxa muito menor: 0,88% mas a vasta maioria das vendas desse segmento são feitas online. De forma similar, quando falamos do segmento de vestuário masculino, as vendas no e-commerce estão muito maior em relação às vendas como um todo. O E-commerce, simplesmente não funciona igualmente para todos os segmento do varejo.

Pensando no futuro, a IBISWorld desenvolveu uma previsão até 2020, com a expectativa de que as indústrias que mais provavelmente venderão mais são certamente as que manterem o crescimento elevado. Segue o gráfico com a comparação por segmentos da expectativa de crescimento para os próximos 5 anos.

De modo geral, o crescimento do e-commerce irá aos poucos diminuir com a maturidade do mercado. Contudo, o crescimento no e-commerce ainda vai continuar muito maior do que o do varejo físico na grande maioria dos segmentos.

crescimento-de-vendas-2015-2020Fonte: Next Ecommerce