Redação E-Commerce Brasil

Vendas no ‘digital commerce’ crescem 19,9% e chegam a R$ 112 bilhões em 2017

Quarta-feira, 29 de agosto de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

O chamado “digital commerce” brasileiro – que inclui e-commerce de produtos novos, usados e serviços online, como venda de ingressos e pacotes turísticos – cresceu 19,9% em 2017 e alcançou R$ 112,19 bilhões em 2017.

Isso é o que mostra o 38º Webshoppers, divulgado pela Ebit/Nielsen nesta quarta-feira (29).

É a segunda vez em um ano que a empresa divulga números consolidados do setor digital como um todo, e não só do varejo. O levantamento foi feito com base em relatórios públicos de empresas, além de uma pesquisa especial, realizada entre 22 de março e 3 de abril de 2018.

Os dados revelam que, fora a venda de produtos novos e usados, o turismo online foi o setor com mais faturamento: registrou R$ 35, 1 bilhões em vendas no ano passado – aumento de 17,8% na comparação com 2016.

Já as compras de ingressos online para cinemas, shows e eventos esportivos totalizaram mais de R$ 3,6 bilhões, crescimento de 4,8%.

Produtos

A menina dos olhos das transações virtuais, entretanto, ainda é a venda de produtos. Em 2017, itens novos comercializados por e-commerces próprios e marketplaces alcançou R$ 47,7 bilhões.

Por outro lado, lojas especializadas em usados – incluindo marketplaces C2C, ou consumer to consumer – tiveram faturamento de R$ 25,7 bilhões. Isso representa incríveis 62,4% de crescimento em relação ao ano anterior.

Segundo Pedro Guasti, consultor de negócios da Ebit/Nielsen, ainda existem algumas áreas que precisam ser incluídas para se ter uma noção ainda mais clara do tamanho do e-commerce brasileiro. “[O estudo] Não traz os dados de serviços, como Uber, iFood etc. Quanto seria esse mercado? Ainda não temos estimativa”, afirmou.

Turismo

O 38º Webshoppers também revelou alguns hábitos de consumo no setor de turismo online.

De acordo com o levantamento, o uso de smartphones tem crescido anualmente: 34% dos consumidores usam o smartphone na hora de planejar uma viagem.

Entretanto, apenas 28% usam os dispositivos móveis para finalizar uma compra no setor.

Além disso, a crise econômica arrefeceu os ânimos de quem pretendia visitar o exterior. Isso porque as viagens internacionais a lazer caíram de 24% em 2016 para 16% no ano passado.

As saídas internacionais a trabalho também registraram de queda, de 6% para 5%.

Com isso, o meio de transporte mais usado durante uma viagem mudou. Se, antes, o avião era o preferido, ele perdeu lugar para o carro, que se tornou o meio mais popular para viajar no Brasil.

Por Talita Ribeiro, da redação do E-Commerce Brasil

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