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  Redação E-Commerce Brasil

E-commerce é o segundo local preferido de compra dos jovens brasileiros, indica pesquisa

Segunda-feira, 23 de janeiro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) sobre o consumo e utilização responsável de crédito e dinheiro pela juventude mostra que o e-commerce é o segundo local predileto dos jovens para comprar: lojas virtuais correspondem a 46% da preferência desse público.

O número, porém, cresce significativamente de acordo com o corte por classes – entre consumidores das classes A e B, com mais acesso a internet e aparelhos móveis, o índice sobe para 63%. O e-commerce só fica atrás dos supermercados.

Logo em seguida no estudo aparecem lojas de departamento (41%) e farmácias ou drogarias (37%). A internet é o meio de comunicação mais consumido entre os jovens (95%), seguida pela TV por assinatura (56%, com destaque nas classes A/B) e TV aberta (52%).

O estudo levou em consideração as respostas de 601 consumidores com idade entre 18 e 30 anos nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro no geral é de 4 pontos percentuais.

Segundo o levantamento, os itens de maior demanda de consumo para os próximos três meses são roupas (62%), calçados (48%) e cosméticos ou perfumes (44%). Entre os produtos mais desejados pelos jovens, mas não podem ser comprados por falta de crédito que facilite a aquisição estão: carro e moto (35%), viagens (26%), faculdade (22%, aumentando para 26% entre as classes C, D e E) e celular ou smartphone (18%).

Entre os itens mais caros, as preferências para os próximos 12 meses são smartphones (36%), viagens (34%, com destaque para as classes A e B), e carro ou moto (30%).

Gastos relacionados a educação estão nos planos de poucos entrevistados: 9% querem fazer intercâmbio ou curso de línguas fora do país (com esse número subindo para 17% nas classes A e B) e 8% planejam uma pós-graduação ou MBA.

Para Marcela Kawauti, o baixo índice de jovens interessados em investir na formação acadêmica preocupa. “Com o mercado de trabalho cada vez mais exigente, o jovem deveria encarar a educação como um investimento e priorizar esse tipo de gasto ao invés de outros itens de consumo que poderiam ser adiados. O jovem precisa trabalhar para sobreviver e, às vezes, a educação fica em segundo plano. É uma questão de prioridade e que foi mais agravada pela recessão que o país atravessa”, avaliou.

Dentre os que planejam alguma compra de grande valor para os próximos 12 meses, 60% afirmam ter reservas financeiras para esta finalidade, sendo que 31% vai continuar guardando para comprar à vista. Dos que não possuem reserva (40%), metade diz que vai fazer bicos para conseguir juntar o dinheiro, principalmente nas classes C, D e E (24%). Somente 3% não pretendem adquirir algum item mais caro.

Maioria dos jovens brasileiros já se arrependeu ao comprar o que não precisava

Segundo a pesquisa, a maioria dos jovens brasileiros são impulsivos na hora da compra: 77% já se arrependeram ao comprar o que não precisavam. Além disso, o estudo revela que o consumo é valorizado pela maioria dos jovens – quase nove em cada dez pessoas afirmam que comprar aquilo que querem é uma das grandes alegrias da vida.

Por mais que 79% digam não se importar com marcas na hora da compra, mas sim com a qualidade do produto, quatro em cada dez jovens afirmam que os bens que a pessoa possui mostram seu estilo, personalidade e valores (38%), e 36% também valorizam quando a pessoa chama atenção por onde passa por conta de estilo de vida e coisas que possuem.

Economia e pesquisa

Ainda que os jovens não tenham problema em admitir o gosto pelo consumo, a maioria dos entrevistados (86%) garante que sempre pesquisa antes de fazer alguma compra e 62% sempre pedem descontos. Também visando gastar menos, 75% dos jovens controlam a conta do telefone mês a mês e 75% falam ao celular apenas o necessário. Já 73% preferem conversar por mensagens ou aplicativos para economizar.

Pagamento

Para 62% dos jovens, o principal modo de pagar as contas é à vista – 43% em dinheiro e 19% no cartão de débito.

Outros 19% parcelam no cartão de crédito e 11% também utilizam o cartão, mas em parcela única a ser paga na data do vencimento.

Nas compras a crédito – crediário carnê, cartão de crédito ou cartão de loja -, geralmente são comprados acessórios, calçados e roupas (55%), eletroeletrônicos (51%) e eletrodomésticos (40%).

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