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  Redação E-Commerce Brasil

Cresce o número de compras em sites estrangeiros, diz PayPal

Quinta-feira, 13 de setembro de 2018   Tempo de leitura: 8 minutos

Pesquisa realizada pela PayPal, em parceria com a Ipsos, mostra que 52% dos consumidores online brasileiros compraram apenas em sites nacionais entre março de 2017 e março de 2018. Em 2016, o mercado doméstico era preferência de 55% dos clientes.

Já o índice de consumidores de lojas brasileiras e internacionais pulou de 37% para 40% no período. A apuração mostra ainda que 8% dos internautas brasileiros só usaram e-commerces de fora do país.

Dos usuários que já fazem compras online, 45% acreditam que seus gastos no comércio eletrônico aumentarão nos próximos anos. As principais razões devem-se pela conveniência de compra (63%); mudança no rendimento disponível (46%); mais plataformas de e-commerce disponíveis (32%); e mudanças na economia (25%).

Os usuários que pretendem gastar menos defendem que planejam guardar mais dinheiro ( 48%); preocupações com as mudanças da economia ( 38%); mudança no rendimento disponível (35%); e mudanças nas taxas de câmbio (9%).

China e Estados Unidos

Nesse sentido, 46% dos internautas alegaram buscar sites chineses para descobrir novos produtos. O número baixa para 34% quando se trata de empresas nos Estados Unidos.

China e EUA são dois dos países mais relevantes no e-commerce cross-border mundial. A Ásia representa 35% das compras cross-border entre os brasileiros, e a América do Norte, 21%.

Já Europa e Américas do Sul e Central representam baixa representatividade entre as compras (o primeiro 9% e o segundo 5%). Para o executivo, as razões podem estar ligadas a pouca variedade de produtos ofertados nesses mercados e a menor capacidade competitiva com as demais potências.

Diante do crescimento do interesse dos brasileiros nos e-commerces chineses, 89% dos consumidores que já compraram do país disseram ter motivação nos baixos preços oferecidos.

O dado se repete com relação ao mercado norte-americano, com 75% das respostas. No entanto, 49% dos internautas responderam que buscam os e-commerces estadunidenses pela melhor qualidade dos produtos ofertados.

Setores-alvo dos brasileiros no e-commerce

Segundo a pesquisa, o macro setor de roupas, calçados e acessórios é o mais comprado por usuários brasileiros, tanto em sites nacionais quanto internacionais, com 65% e 60% das respostas respectivamente.

E as coincidências acabam por aí. Isso porque as demais categorias, tanto no mercado doméstico quanto de sites estrangeiros,  se diferem entre si.

No Brasil, equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos estão também entre os mais comprados online (55% e 51% dos brasileiros, respectivamente, compraram esses itens em e-commerces brasileiros).

Já com relação aos itens comprados de fora, destacam-se jóias e relógios (com 57% das compras) e brinquedos e itens colecionáveis (que conquistaram 49% dos resultados).

Para Thiago Chueiri, diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil, essa diferença se dá pelos fatores que levam os brasileiros a comprar em sites internacionais, sendo um deles a possibilidade de encontrar maior portfólio de produtos e serviços não disponíveis no mercado nacional.

Para ele, a convergência de setores mais procurados revela que “empresas globais e brasileiras estão traçando o mesmo caminho, o que contribui para a maneira como o consumidor ingressa nesse mercado.”

Datas sazonais

Saber quando os consumidores mais compram em e-commerces internacionais também é relevante para entender o cenário cross-border.

Segundo a pesquisa, as datas mais aproveitadas são aquelas que preveem um gasto acima do esperado por parte do consumidor.

Dos clientes que alegaram consumir mais nessas datas, 43% afirmaram comprar em sites estrangeiros durante a Black Friday e 39% buscam o comércio eletrônico internacional para compras de Natal.

Por que comprar fora do país?

O principal atrativo para as compras, independente de ser realizado ou não, para o consumidor brasileiro é o frete grátis. Dos consumidores entrevistados, 52% responderam que comprariam mais em sites estrangeiros caso não precisassem pagar pelo frete.

Em segundo lugar, 45% buscam modalidades seguras de pagamento. Em comparação ao comércio eletrônico nacional, a segurança só aparece depois das possibilidades de desconto.

Para Thiago Chueiri, isso revela que os consumidores ainda têm receios com relação às compras em sites de fora. A porcentagem diminui gradativamente com relação à recorrência das compras, ele explica.

Entrega mais rápida, custo total mais baixo – incluindo o envio e possibilidade de pagar em moeda brasileira – foram os demais fatores citados pelos brasileiros com relação à compra em e-commerces internacionais.

Por que não comprar fora do país?

Das razões citadas como obstáculos ao comércio cross-border, destaca-se a relevância dos prazos de entrega muito extensos.

O diretor vê o cenário atual do e-commerce como uma possibilidade de entregar comodidade, fator que pode ser prejudicado por uma encomenda que demore muito para chegar. Dos 68% internautas que alegaram abandonar um carrinho em um e-commerce estrangeiro, 44% afirmaram que o motivo foi o prazo de entrega.

A falta de segurança em efetuar a compra foi responsável por 31% das desistências. Mas os demais fatores se referem aos custos desfavoráveis e até mesmo falta de informações com relação às taxas a serem pagas. A taxa de envio/postagem muito alta corresponde à 42% das respostas; taxa de câmbio desfavorável, 30%; e falta de informações sobre as taxas, 32%.

Compras no Brasil

Mesmo as compras internacionais crescendo entre os consumidores brasileiros, a maior parte delas ainda é feita em sites nacionais. Nos últimos 12 meses, segundo a pesquisa, 62% do total de gastos foi feito em sites do Brasil, tanto por aplicativos quanto por visitas por website – este último, tanto no celular quanto no desktop.

Os marketplaces são responsáveis por 16 % do valor total das compras. Com relação às compras em sites internacionais, somam-se 13%, e 9% feitas em redes sociais.

Mobile first ou mobile only?

No Brasil, em 2018, 28% do total de gastos cross-border foi feito a partir de aparelhos celulares. O aumento é de 10% com relação ao número registrado em 2016. Das compras feitas nos 12 meses analisados, o total gasto pelos consumidores brasileiros revelou decréscimo desde a última pesquisa: em 2016, 17% do montante foi feito via smartphones e em 2018, 14%.

De acordo com o IBGE, 92% dos brasileiros preferem acessar redes sociais e fazer compras online através dos smartphones a usar o desktop.

Para Thiago Chueiri, o “celular diminui barreiras” com relação à possibilidade de compra e de público que pode ser alcançado.

A partir disso, as marcas estão identificando diferentes maneiras de alcançar usuários através dos aparelhos mobile através de sites responsivos e aplicativos eficientes.

Segundo apontado, e-commerces internacionais conseguem converter mais via mobile por usarem o conceito de “mobile first”, ou seja, pensar na estrutura da loja online tomando como base o acesso pelo celular.

Na opinião do executivo, no entanto, com o crescimento da relevância dos aparelhos celulares no universo de compra, muitas empresas passarão em investir no “mobile only”, ou seja, estratégias focadas exclusivamente no acesso por smatphones.

Formas de consumo

Boa parte dos gastos online entre os brasileiros ainda é feito através dos desktops. Porém, pouco a pouco, os consumidores ganham confiança nos dispositivos mobile e deixam de comprar massivamente pelo computador fixo. Segundo o diretor, o mercado passa por uma “transição da web tradicional para um mercado digital e móvel”.

Para comparação: a pesquisa de 2018 mostrou que 65% dos gastos em compras foram feitas por um desktop. Enquanto em 2016, 76% delas eram feitas dessa forma. As compras via tablet também diminuíram: em 2016, eram feitas por 7% dos usuários; em 2018, foi feita por 5%.

 

No e-commerce brasileiro, o uso de boletos bancários ainda é a forma preferida de pagamentos (54%), mas cresce a relevância das carteiras eletrônicas e outras formas de pagamento online, que agilizam o checkout e verificação de uma compra. Atualmente, 47% dos internautas preferem comprar usando o PayPal. Segurança (41%) e conveniência (32%) também foram citados como decisivos para seu uso.

Concluído em maio de 2018, o estudo levou em consideração os dados de 31 países e 34 mil e internautas sobre seus comportamentos de consumo referentes ao período de março de 2017 até março de 2018.

Por Júlia Rondinelli, da redação E-Commerce Brasil

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