Redação E-Commerce Brasil

Desejo e influência: as dicas de Ana Paula Torres para usar redes sociais

Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Há 12 anos, Ana Paula Torres, então advogada, decidiu deixar os fóruns e escritórios no passado e correr atrás de um desejo íntimo, guardado por muito tempo: ser estilista e lançar seus próprios sapatos.

Esse mesmo desejo é o que hoje guia consumidoras a comprar um calçado Paula Torres, grife referência no Brasil, com loja em Nova York e ticket médio de R$ 800. Para a empreendedora, que palestrou na Conferência E-Commerce Brasil Santa Catarina nesta quinta-feira (14), as redes sociais são ferramenta-chave para a marca conquistar o sucesso e a proporção que tem hoje.

“O que realmente funciona para a gente são as mídias sociais“, cravou Torres. “Em um stories do Instagram, por exemplo, consigo contar uma história, mostrar quem são as mulheres que usam meus produtos, como elas utilizam um sapato”, explicou.

Essas possibilidades geradas pela internet formaram uma dobradinha com o e-commerce no momento certo. A loja virtual da empresa foi lançada em 2015 e, desde então, tem se mostrado um aliado essencial para vendas: no início, o site respondia por 5% do faturamento da marca; em 2018, chegou a 31%, e deve crescer ainda mais neste ano.

A loja virtual, inclusive, possibilitou a implantação de algo inédito na história da Paula Torres: pré-vendas. “A mulher tem um desejo tão grande que espera seis meses até um modelo ser lançado”, disse.

Mira certa

Na visão da estilista, o uso consciente e planejado de influenciadoras tem se mostrado uma estratégia essencial para o crescimento da marca, especialmente no comércio eletrônico.

O primeiro passo, porém, começa dentro de casa. “Quem é a cliente Paula Torres? Com quem quero me conectar? Em um mundo no qual você é bombardeado pelo Instagram 24 horas por dia, não adianta atirar para todos os lados [e tentar atingir todo mundo]”, afirmou Torres.

Isso significa, entre outras ações, escolher o conteúdo que se adeque às influenciadoras cujo perfil a marca queira impactar. De acordo com a estilista, não adianta tentar encaixar um produto mais moderno, por exemplo, em uma pessoa que converse com um público diferente.

“Não pode acontecer de a influenciadora usar seu produto uma única vez e se esquecer dele. Isso não vende. O que vende é ela perceber que aquele item faz parte da vida e do cotidiano das pessoas”, sugeriu.

On e offline

Assim como todas as empresas que saíram do offline e entraram no mundo do e-commerce, a Paula Torres também enfrentou desafios para convencer os funcionários das lojas físicas a adotarem o online.

A solução para tranquilizar gerentes foi atribuir as comissões às lojas quando elas conseguissem fechar a venda pelo site. Dessa forma, o caminho ficou livre para integrar os canais e abastecer a demanda baseando-se em dados cada vez mais completos.

“A gestão de estoque está fazendo a empresa melhorar como um todo. Um produto mais vendido no shopping JK Iguatemi [em São Paulo] não é necessariamente o que mais vende no e-commerce”, explicou. Por isso, a grife administra o estoque e oferece os itens mais procurados nas plataformas com a demanda correspondente.

Por Caio Colagrande, da redação do E-Commerce Brasil

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