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  Redação E-Commerce Brasil

Desafios e inovações no e-commerce de moda e beleza

Segunda-feira, 20 de agosto de 2018   Tempo de leitura: 7 minutos

Mari Corella, Head de marketing digital do Al Tayer Group, falou em sua palestra no Fórum E-Commerce Brasil 2018 sobre os principais desafios e inovações para o e-commerce de beleza e moda atualmente. Segundo ela, algumas das dificuldades já existentes no segmento estão começando a ser atendidas por inovações tecnológicas.

A especialista ressaltou que essas particularidades se referem ao setor de moda e beleza, mas que o crescimento do mercado eletrônico possibilita o desenvolvimento de facilidades para o lojista e para o consumidor.

Cinco desafíos destacados por Mari Corella:

1 – “Fast Fashion”

Para a executiva, um dos principais desafios para o mercado de moda é entregar com rapidez as tendências “fast fashion” sem que o consumidor precise esperar por ela. As lojas que vendem esse tipo de produto levam, em média, 15 dias para colocar o “produto vivo” em circulação. Para o e-commerce, é preciso considerar ainda um tempo adicional para produção de conteúdo – dissertativos e imagens dos produtos.

Faz-se no ambiente online uma distinção entre os sites que possuem uma identidade própria – por produzirem um padrão de fotos e textos que constituem a identidade da marca – e dos que não possuem e conseguem, portanto, oferecer os produtos “fast fashion” com mais agilidade. Mari Corella defende, no entanto, que a construção de identidade para um site, por mais custosa e trabalhosa que seja, gera melhores resultados de engajamento e conversão.

A solução, segundo ela, está em agilizar e unificar o processo de disponibilização da informação através de plataformas. Assim, produção de descritivos, fotos de modelos e roupas, vídeos e publicidade podem ser editados individualmente por cada setor responsável sem unificar as demandas. Além disso, a otimização acelera também a comunicação entre os setores e facilita a busca pelos produtos. “É importante saber onde um item está em qualquer parte do processo”, conclui a especialista sobre a organização que usar uma plataforma com múltiplos acessos possibilita.

2 – Tamanhos

Mesmo para o varejo físico, uma das grandes inseguranças para os consumidores é com relação ao tamanho e caimento das roupas. Neste cenário, não ter certeza do tamanho não só impede vendas no varejo online como também eleva os custos com logística reversa. Mari Corella afirma que 28% do que é comprado online em roupas é devolvido.

Para restringir os prejuízos do e-commerce com o setor, tecnologias de mensuração tem auxiliado lojistas a oferecer métodos para o consumidor se sentir mais confortável com a compra online. Tabelas de tamanhos mais específicas, aplicativos que associam fotos do usuário com roupas e ambientes diferentes e até mesmo dispositivos para comparar tamanho da roupa física que o usuário já tem em seu guarda-roupa com a que está disponível na loja são algumas das sugestões da executiva para fazer o e-commerce de moda ganhar a confiança dos consumidores online. Segundo ela, ao usar as medidas do usuário para entregar o melhor produto as lojas conquistam maior engajamento.

3 – Realidade Aumentada

Além das diversas possibilidades no setor de moda, “a realidade aumentada está ganhando espaço no mercado de beleza”, explica Mari Corella, além de “economizar tempo e dinheiro do usuário”. Para o usuário, já estão disponíveis tecnologias que projetam em seu rosto as tonalidades da maquiagem para facilitar a escolha de um produto.

É possível prever como roupas ou cosméticos ficarão em um cliente antes de serem compradas através da realidade aumentada. As tecnologias já são capazes de associar o produto com o ambiente em que ele será usado.  “Não é somente colocar o produto sobre a imagem do consumidor, mas usar a tecnologia para saber como uma peça fica sobre as características da pessoa”, completa Mari Corella. Para ela, essa é a tendência de maior destaque para os próximos anos no setor de moda e beleza do e-commerce.

4 – Experimentar em casa

Outra grande dificuldade do varejo online de moda e beleza está associado a disponibilidade do usuário em trocar um produto que não serviu e depender do tempo da devolução. Para a especialista, as lojas que possibilitam o modelo “try and buy” se destacam por entregar experiências de compra com comodidade ao usuário.

No modelo, o usuário recebe diversos produtos de seu interesse, ou então mais de um tamanho ou cor de um mesmo modelo, experimenta e devolve os produtos que não tem interesse ou não couberam. O usuário só paga pelo produto que escolheu e não paga pela devolução. “E o usuário não precisa se preocupar com o que gastará a mais ou quando irá devolver”, diz a head de marketing digital.

5 – Procura visual

Mari Corella defende a necessidade de “estar presente para o consumidor no momento em que o usuário se sente inspirado ou descobre o produto”. A busca visual, segundo a especialista, supre as deficiências de busca das lojas visuais e facilita a interação do usuário com produtos semelhantes aos que ele deseja.

Atualmente, com as ferramentas disponíveis, as lojas podem ainda identificar o tipo de produto que o usuário fotografa e procurar em seu catálogo não só produtos semelhantes fisicamente, mas outros que pertençam ao mesmo estilo e que sejam de interesse do cliente. Mari Corella conclui que essa disponibilidade “não é só útil para o consumidor mas também para o varejista”  e se trata de um salto para as marcas, pois faz com que o usuário seja também um produtor de conteúdo para a loja.

Por Júlia Rondinelli, da redação do E-Commerce Brasil

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