Redação E-Commerce Brasil

Delivery de comida cresce 66% em 2020 na América Latina, revela Atlantico

Segunda-feira, 18 de outubro de 2021   Tempo de leitura: 4 minutos

O distanciamento social imposto pelas regras sanitárias da pandemia de Covid-19 ajudou a impulsionar o mercado das entregas de comida por delivery na América Latina. Essa é uma afirmação do relatório “Transformação Digital na América Latina – 2021”, conduzido pelo fundo de venture capital Atlantico, que traça as principais mudanças com a digitalização em diversos setores nos países latino americanos.

De acordo com o relatório, as entregas de comida por aplicativos cresceram 66% em 2020, em comparação aos números de 2019. O setor movimentou o total de US$ 72 bilhões no último ano, diferente dos US$ 43 bilhões do ano anterior.

O documento ainda ressalta que o setor de alimentos está passando por uma migração gradual do hábito de compras offline para o online. No mundo todo, 25% dos entrevistados já preferem fazer as suas compras de mercado online, seja para entrega em casa ou para retirada na loja. Desse total, 63% aumentaram suas compras de mantimentos online após o distanciamento social e 86% estão mais propensos a manter esse comportamento para o período pós-pandemia.

“A comodidade das entregas por aplicativo têm atraído cada vez mais mais compradores com o passar dos anos. Ifood, no Brasil, e Justo, no México, têm sido os grandes destaques na América Latina’, explica o managing partner do Atlantico, Julio Vasconcellos.

O e-commerce cresce na América Latina

O mercado de compras online no varejo também tem tido um grande peso nos últimos anos, principalmente por uma particularidade: o domínio e fortalecimento de três principais empresas em cada um dos países latinoamericanos. De acordo com o relatório, em 2019, elas representavam 30% das movimentações no varejo. Esse número aumentou e, em 2020, já representa 37% do total.

O domínio é maior ainda no Brasil e na Argentina. Em 2020, 64% das movimentações no varejo brasileiro aconteceram pelo Mercado Livre, Magalu e B2W. Na Argentina esse percentual é ainda maior: 75%, com domínio do Mercado Livre, Garbarino e Fravega. O cenário no México é o inverso, com apenas 34% das movimentações acontecendo em três empresas: Mercado Livre, Amazon e Walmart.

Essa alta também vem sendo registrada nas compras feitas em lojas internacionais em toda a América Latina, equiparando com os dados do comércio eletrônico doméstico. A Taxa de Crescimento Anual Composta das compras feitas nos e-commerces estrangeiros tem sido de 12%, enquanto no doméstico tem sido de 11.5%.

Em 2018, foram gastos US$ 178 bilhões no e-commerce, com 83% sendo no mercado doméstico e 17% no internacional. A expectativa é de que neste ano os valores alcancem a casa dos US$ 230 bilhões, sendo 86% no mercado doméstico. Já em 2023, os consumidores latinoamericanos devem gastar US$ 307 bilhões em e-commerce, voltando ao patamar de 83% no mercado doméstico.

“Um dos fatores que tem ajudado no aumento das compras internacionais são as facilidades implementadas com os pagamentos digitais”, pontua Vasconcellos.

O documento completo ser acessado em: https://www.atlantico.vc/2021-transformao-digital-da-america-latina

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