Redação E-Commerce Brasil

Crise do coronavírus impulsiona aplicativos de entregas no Brasil

Quarta-feira, 18 de março de 2020   Tempo de leitura: 3 minutos

A demanda por entregas vêm crescendo em meio à epidemia do novo coronavírus, que levou escolas a suspenderem aulas e empresas a adotarem trabalho remoto para evitar o contágio de funcionários no Brasil e em outros países.

A startup colombiana Rappi, que entrou no Brasil em 2017 e atualmente opera em 60 cidades, calcula aumento de cerca de 30% no número de pedidos em toda a América Latina nos dois primeiros meses de 2020 antes os dois últimos de 2019, com destaque para as categorias de farmácia, restaurantes e supermercados.

“As pessoas se sentem mais seguras fazendo um pedido via Rappi e evitando concentrações massivas”, informou a Rappi em comunicado à Reuters.

Apenas na categoria de farmácia, os pedidos na Colômbia teriam crescido aproximadamente 28% desde o início da epidemia em meados de fevereiro, um ritmo similar ao que vem sendo observado no Brasil, de acordo com a Rappi.

Já o aplicativo iFood, controlado pela brasileira Movile, disse em nota que ainda é cedo para dimensionar o impacto do surto de coronavírus nas operações.

“O iFood possui flexibilidade para ajustar rapidamente suas operações de acordo com as necessidades do mercado, e está em constante contato com as autoridades, inclusive sobre este tema”, afirmou.

A Uber Eats, divisão de entregas de comida da gigante norte-americana Uber Technologies, também não quis fornecer números sobre o ritmo de pedidos nas cidades brasileiras em que opera, mas ressaltou que está “monitorando ativamente a situação do coronavírus.”

Leia também: Coronavírus: Uber Eats suspende taxa de entrega de restaurantes pequenos

Proteção aos colaboradores

Enquanto isso, medidas preventivas estão sendo implementadas para proteger entregadores e consumidores. O iFood, por exemplo, criou fundo de R$ 1 milhão para os colaboradores em quarentena, além de iniciar testes de entregas sem contato.

A Uber Eats prestará assistência financeira por até 14 dias aos motoristas ou entregadores parceiros diagnosticados com coronavírus ou que tiverem quarentena decretada por autoridades de saúde.

As informações são da Reuters

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