Redação E-Commerce Brasil

Amazon é a marca mais valiosa do mundo, aponta ranking

Quarta-feira, 19 de junho de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

Com poucos sinais de desaceleração no crescimento, a Amazon se tornou a marca mais valiosa do mundo de acordo com o ranking BrandZ das 100 Marcas Globais Mais Valiosas de 2019, lançado ontem (18) pela WPP e Kantar na Bolsa de Valores de Nova York.

As aquisições inteligentes que levaram a novos fluxos de receita, excelente prestação de serviços ao cliente e capacidade de se manter à frente de seus concorrentes, oferecendo um ecossistema diversificado de produtos e serviços, permitiram que a Amazon acelerasse continuamente o crescimento do valor da sua marca.

As empresas de tecnologia lideraram o Top 100 do BrandZ desde o seu primeiro ranking global em 2006, quando a Microsoft assumiu o primeiro lugar. Com um crescimento de 52% no valor da marca em relação ao ano anterior, chegando a US$315,5 bilhões, a Amazon está à frente da Apple (USD$309,5 bilhões) e Google (USD$309,0 bilhões), ambas com um aumento de 3% e 2%, respectivamente, para acabar com o domínio de 12 anos dos gigantes da tecnologia.

No Top 10, o Facebook permaneceu no número 6, enquanto, pela primeira vez, o Alibaba superou a Tencent e se tornou a marca chinesa mais valiosa, subindo dois lugares para o 7º e crescendo mais de 16% para USD$131,2 bilhões. A Tencent caiu três posições para a oitava posição, um decrescimento de 27%, para USD$130,9 bilhões em relação ao ano anterior, no que o BrandZ atribui a um mundo mais volátil. Um mundo no qual as marcas precisam antecipar continuamente as necessidades mutáveis e expectativas do consumidor.

Enquanto outras plataformas de mídia social enfrentam desafios em termos de confiança e desejo, o Instagram (44º lugar, USD$28,2 bilhões), agora com mais de 1 bilhão de usuários em todo o mundo, se destacou como o maior crescimento (47 pontos e 95% em valor).

A Lululemon, empresa de roupas esportivas inspiradas pela ioga, foi a segunda mais rápida em escalada, com um incremento de 77% em relação ao ano anterior, chegando a USD$6,92 bilhões.

Outras que subiram ao topo, como Netflix (+65%, nº34, USD$ 34,3 bilhões), Amazon (+52%, USD$315,5 bilhões) e Uber (+51%, no.53, USD$24,2 bilhões) refletem a rápida mudança tecnológica na qual os consumidores estão colocando mais valor em experiências de marca mais ricas.

BrandZ Top 10 das marcas globais mais valiosas:

Apesar da incerteza econômica em torno das tarifas comerciais dos EUA e da China, um total de USD$328 bilhões foi adicionado ao ranking BrandZ Global no último ano, dando-lhe um valor de marca combinado de USD$4,7 trilhões – o equivalente ao PIB combinado da Espanha, Coreia e Rússia.

Grande parte desse valor é derivado de marcas de tecnologia de consumo que aparecem no ranking e agora somam mais de USD$1 trilhão, como os recém-chegados Xiaomi (USD$19,8 bilhões), marca chinesa de celulares que também usa a Internet das Coisas (IoT) para conectar dispositivos inteligentes e está crescendo rapidamente em países como Rússia, Índia e Malásia; a Meituan (78º lugar, USD$18,8 bilhões), também chinesa, é vista como uma plataforma de tecnologia de consumo de categoria que oferece tudo, desde entrega de alimentos, reservas de quartos e passeios até o aluguel de bicicletas.

Enquanto isso, a Uber está aproveitando o modelo de ecossistema e expandindo para serviços de alimentação entre outros, enquanto a Haier (número 89, USD$16,3 bilhões), uma das maiores produtoras de eletrodomésticos do mundo está comprometida em co-criar uma marca de ecossistema aberto na era da internet das coisas com seus clientes e parceiros.

As principais tendências destacadas no estudo BrandZ Global Top 100 deste ano incluem:

• O luxo é a categoria que mais cresce (+29%), seguida pelo Varejo (+25%), impulsionada pela mudança na preferência dos clientes da geração Y e Z por canais digitais.

• As categorias de tecnologia, finanças e varejo dominam, representando mais de dois terços do valor total das marcas.

• Nove recém-chegados aparecem no Top 100, impulsionados predominantemente por marcas de tecnologia chinesas e norte-americanas com modelos de negócios disruptivos, incluindo Dell Technologies, Xbox, Haier, Meituan e Xiaomi.

• Marcas asiáticas aumentam sua presença com 15 marcas chinesas, três indianas e uma indonésia, fazendo parte do ranking de um total de 23 da região, incluindo a LIC e a Tata Consultancy Services.

• Uma nova geração de marcas surge: as marcas GenZ (criadas após 1996) estão a milhas de crescimento, adicionando mais valor ao ranking por ano de existência – quase quatro vezes mais do que as marcas criadas na era milenar de 1977 a 1995. Um total de 23 marcas GenZ aparecem no Top 100, com uma idade média de 16 anos, em comparação com 18 marcas da geração Y, com 33 anos de idade.

• Marcas sustentáveis: os proprietários de marcas estão demonstrando a importância de melhorar e reforçar a percepção do consumidor de que eles são “responsáveis” por meio de iniciativas sociais, ambientais e corporativas.

• As guerras comerciais da China e dos EUA afetaram o crescimento do ranking Top 100, que desacelerou para +7% nos últimos 12 meses. A confiança do consumidor foi atingida, uma vez que as tarifas comerciais impactaram várias categorias de marcas, com os carros, a logística e os bancos.

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