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Coronavírus: Correios pedem a Guedes mais espaço para crédito em meio à crise

Por: Dinalva Fernandes

Jornalista

Jornalista na E-Commerce Brasil. Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi e pós-graduada em Política e Relações Internacionais pela FESPSP. Tem experiência em televisão, internet e mídia impressa.

Os Correios pediram ao ministro da Economia, Paulo Guedes, espaço para tomarem mais crédito neste ano em meio a crise por coronavírus, alegando que sem injeção de novos recursos suas atividades correm risco e ameaçam saúde e segurança da população.

O pedido foi encaminhado a Guedes pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, conforme documento visto pela Reuters.

Em ofício, técnicos dos Correios argumentaram que os serviços postais entraram na lista de serviços indispensáveis em decreto editado pelo governo e que, diante da pandemia do Covid-19, a empresa precisa “manter e até aumentar sua capacidade produtiva de forma a atender às necessidades da população”.

“Além disso, será necessário otimizar seu processo produtivo por meio da implantação de lockers para o atendimento e entrega de objetos, automatização e construção de centros de tratamento de encomendas com vistas a aumentar a produtividade e aquisição de veículos mais modernos e com baixo consumo de combustível”, acrescentou o ofício.

Limite global

Os Correios destacaram a necessidade de tomarem empréstimo para arcar com esses gastos, mas a avaliação é que há pouca margem para tanto diante do limite global anual de crédito aos órgãos e entidades do setor público que é definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

“Observa-se que esse limite de crédito estabelecido nas resoluções, é finito, a exemplo do limite para operação de crédito SEM garantia da União, para o ano de 2020, que já está a se exaurir (restam, aproximadamente, na presente data, R$ 45 milhões).”

Por isso, a empresa pediu ao CMN que seja excluída do limite global de crédito, a exemplo do que já vale para Petrobras e Eletrobras, “ainda mais pelo fato de desenvolver atividades essenciais em atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade que, se não atendidas, colocarão em perigo a sobrevivência, a saúde e a segurança da população”.

As informações são da Reuters