Redação E-Commerce Brasil

Sindicato entra na Justiça para que Correios suspendam atividades

Quinta-feira, 19 de março de 2020   Tempo de leitura: 5 minutos

O Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro) entrou com uma ação na Justiça na quarta-feira (18) para que as atividades dos Correios sejam suspensas imediatamente, com exceção das entregas de medicamentos. A medida tem como objetivo evitar a progressão do contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Os Correios informam que as atividades de entrega seguem com os prazos sendo cumpridos, com exceção das entregas internacionais.

Em nota, o sindicato afirma que “mesmo diante da calamidade, os Correios permanece expondo seus trabalhadores risco de contrair o coronavírus nas ruas, no atendimento e dentro das unidades sem a mínima segurança e itens básicos de higiene”.

“Por isso ingressamos com essa ação para que o atendimento ao público seja imediatamente suspenso, pois é, sobretudo, um caso de segurança e saúde pública”, afirmou Ronaldo Martins, presidente do Sintect-RJ, por meio da nota.

Medidas dos Correios

Na quarta-feira (18), os Correios divulgaram as medidas a serem adotadas em todo o Brasil para minimizar os impactos da pandemia no que se refere aos empregados da empresa e ao atendimento à população.

A principal delas é afastar do trabalho os trabalhadores mais vulneráveis e os que têm filhos menores sem ter com quem ficar nas suas residências, porém, realizando trabalhos remotos.

Nas rotinas de atendimento e operacionais, os Correios informam que estão funcionando com contingente reduzido, mas seguem atendendo a população em todo o país. Os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues regularmente.

A empresa também recomenda aos clientes o uso de canais eletrônicos de atendimento, como o aplicativo e da Central de Atendimento disponível no site dos Correios.

Ainda segundo a empresa, as atividades do Museu Correios e dos Centros Culturais também foram suspensas, assim como o 49º Concurso Internacional de Redação de Cartas.

No entanto, segundo o sindicato, essas medidas só foram adotadas após muita pressão e ainda são insuficientes para coibir o avanço do coronavírus e garantir a segurança dos funcionários.

Comerciantes relatam suspensão

Comerciantes informaram à reportagem terem recebido informes dos Correios alegando que alguns centros de distribuição serão fechados por sete dias, assim como o Sedex. Questionado sobre essas denúncias, os Correios mantêm a posição de que as entregas e prazos seguem normalmente.

Os Correios ainda informam que em decorrência das medidas contra o Coronavírus (COVID – 19) em vários países, não há como garantir o cumprimento do prazo de entrega dos envios internacionais.

Estão prejudicados tanto o encaminhamento como a distribuição pela diminuição ou mesmo falta de voos, diminuição da quantidade de empregados alocados nas atividades de distribuição de objetos postais e até mesmo suspensão da entrega.

Comerciantes que dependem de importação devem ser os principais afetados.  “Em alguns casos a carga está com encaminhamento comprometido desde a origem, e está sendo mantido o contato com os correios do exterior para otimizar os envios”, informa os Correios.

Leia também: Relatório McKinsey aponta diretrizes a varejistas em tempos de Covid-19

Por Dinalva Fernandes e Gustavo Freitas, da redação do E-Commerce Brasil

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1 comentário

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  1. Gente, cai na real estamos passando por um momento jamais vivido e encarado por uma empresa com mais de 300 anos de existência. Os Correios é o único órgão que pode ir a todos os lugares do Brasil e levar remédios e outras coisas essenciais a população fora dos grandes centros. Os Correios tem uma logística que nenhuma outra empresa no Brasil tem, mas isso tem que ser bem usado. Não é o momento da empresa se aproveitar da epidemia, os serviços deveriam ser restringidos a coisas que realmente tenham importância nesse momento. Insumos para hospitais como: luvas, máscaras, álcool e outros. Remédios e vacinas(inclusive da Fiocruz) passam diariamente pelos Correios. A Empresa reduziu drasticamente o número de funcionários, e a compra pela internet está crescendo com as pessoas dentro de casa. Essa conta não bate. Chegou o momento que a empresa não pode pensar somente em lucro ou prejuízo, tem que pensar no povo brasileiro e o que ela pode fazer para ajudar a acabar com essa epidemia. Deixo aqui uma mensagem: o medo de várias coisas essenciais chegue depois do esperado e agrave mais a epidemia por causa de produtos sem importância para o momento. É hora de sobreviver

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