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  Redação E-Commerce Brasil

Consumidores dos EUA preferem comprar online no início da Black Friday

Sexta-feira, 29 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

Consumidores norte-americanos gastaram mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) online nas primeiras horas de compras do dia de Ação de Graças na quinta-feira (28), enquanto o número de pessoas nas lojas físicas eram fortemente reduzido na véspera da Black Friday, refletindo a tendência mais ampla das compras onlines prevalecendo sobre as físicas.

Os descontos antecipados oferecidos este mês por redes de varejo que tentam esticar a temporada de final de ano, mais curta que o habitual, viram uma queda nos números de pessoas indo a lojas em todo o país, de acordo com consultores e analistas.

Leia também: 7 primeiras horas da sexta-feira de Black Friday faturam R$ 724 milhões, diz Ebit/Nielsen

Maior dia de compras

O dia seguinte ao Dia de Ação de Graças tem sido o maior dia de compras dos EUA e este ano mais de 165 milhões de pessoas devem participar durante o fim de semana, de acordo com a Federação Nacional de Varejo (NRF).

Enquanto a Black Friday ainda importa, sua relevância está desaparecendo, já que a temporada de compras de Natal começa na semana anterior ao Halloween e se estende até a véspera de Natal com os varejistas oferecendo grandes descontos ao longo da temporada.

Embora o número de pessoas nas lojas ainda seja um indicador importante, muitas compras durante o Dia de Ação de Graças e a Black Friday agora acontecem online. O Adobe Analytics, que monitora transações de 80 dos 100 principais varejistas online dos EUA, estima US$ 7,5 bilhões em vendas online na Black Friday, um crescimento de mais de 20,5% em relação ao ano anterior.

A temporada de festas deste ano não só testará a resiliência das empresas, mas também será um desafio para a maioria das varejistas, já que a guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, com a China começa a cobrar seu preço.

Preços estáveis

Uma análise de preços realizada para a Reuters pela empresa de análise de varejo Profitero, que analisou os preços online de sete grandes varejistas e 21 mil produtos, descobriu que sites como Walmart e Amazon mantiveram os preços estáveis para muitos produtos populares desta época do ano, apesar da pressão das tarifas sobre as importações chinesas.

A Federação Nacional de Varejo previa que as vendas de final de ano nos EUA aumentariam entre 3,8% e 4,2% em relação a 2018, totalizando de US$ 727,9 bilhões a US$ 730,7 bilhões. Isso se compara a um aumento médio anual de 3,7% nos últimos cinco anos.

Com informações da Reuters

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