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  Redação E-Commerce Brasil

“Precisamos envolver o consumidor no combate ao roubo de carga”, diz Diretor de Segurança

Segunda-feira, 25 de junho de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

“Enquanto o consumidor ficar fora do combate ao roubo de carga não avançaremos”, disse Ricardo Franco Coelho, diretor do departamento de defesa e segurança e coordenador do comitê de rastreabilidade e mediador de um painel durante seminário que aconteceu hoje (25) na FIESP em São Paulo. Para Coelho, é urgente que tanto governo quanto iniciativa privada se comuniquem com o consumidor, subsidiando-o para que possa identificar um produto roubado. “Se ele não souber distinguir acaba comprando o produto roubado e alimentando a cadeia do crime. Temos que reconhecer o esgotamento dos métodos, mas os esforços para fazer diferentes são difíceis”, afirmou.

Para Reginaldo Catarino, Diretor operacional da Opentech soluções em logística e segurança e diretor de gerenciamento de risco da GRISTEC (Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento, Monitoramento e Telemetria), os impactos do roubo de carga na competitividade da indústria são indiscutíveis. “Blindagem elétrica, iscas de radiofrequência, beacons… Quantos equipamentos teremos que colocar em cada produto? Precisamos de informação robusta e não só dados de empresas isoladas. Dados de boletins de ocorrência, por exemplo, precisam ser compartilhados para melhorar a operação e nos capacitar a entender comportamentos no longo prazo e produzir inteligência”, ressaltou Catarino.

Ele também destacou a falta de padrões nesses dados na indústria como um obstáculo a ser superado. “A tecnologia de big data já existe, mas como tratar a informação e evoluir nisso? O gerenciador de risco sequer é regulamentado. Como padronizar o que não pode ser segurado?”, questionou.

Já Gustavo Dietz, diretor de segurança da Souza Cruz compartilhou dados sobre o roubo de cigarros no país. Quase metade – 48% de todos os cigarros comercializados no país – são de origem ilícita, segundo informou Dietz. A Souza Cruz que possui um market share de 79% deste mercado, processa cerca de 40 mil notas fiscais todos os dias e possui 740 rotas de entrega. Dietz ainda informou que a perda da empresa no ano passado em roubos de carga ficou em R$ 100 milhões (280 milhões de cigarros roubados e 6 mortes). “Revisamos nossa operação, já que o emprego de força contra o agressor não estava resolvendo. Foi aí que decidimos investir mais em tecnologia e na parceria com o governo”, conta. A solução foi dividir a operação em três áreas: prevenção, operação (supply Chain) e inteligência.

Segundo o diretor de segurança, a “inteligência” desenvolvida pela Souza Cruz conta com a ajuda de empresas tecnologias como STV, Open Miner, IBM, Microsoft, softwares de identificação facial e parcerias com o Disque Denúncia do Rio e o Grupo Unicad. “Com base nessas informações mudamos rota, antecipamos situações e empregamos o investimento no lugar certo”, disse. Ele conta que, graças a este conjunto de ações, no último dia 11 de maio, foi possível solucionar um assalto em apenas 11 minutos.

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