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  Redação E-Commerce Brasil

Vendas do e-commerce variam 68,35% nos últimos 20 meses, aponta índice MCC-ENET

Quarta-feira, 09 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 7 minutos

As vendas no comércio eletrônico tiveram variação de 68,35% entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, aponta o índice MCC-ENET. O levantamento inédito foi desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Compre & Confie. A partir de agora, o índice será publicado mensalmente no país, utilizando a mesma metodologia de outros importantes indicadores no Brasil divulgados pelo IBGE, FGV e IPEA.

Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro.

O MCC-ENET traz uma visão completa a respeito do e-commerce no país a partir da análise das seguintes variáveis: percentual nacional e regional de vendas online, faturamento do setor e tíquete médio. Outras métricas analisadas mensalmente são participação mensal do e-commerce no comércio varejista e crescimento do setor no varejo restrito e ampliado, além da distribuição das vendas por categoria. Por último, a penetração de internautas que realizaram ao menos uma compra trimestralmente pela internet também está contemplada no índice.

Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelo Compre & Confie.

“No Brasil existem algumas empresas que divulgam informações sobre o comércio eletrônico, porém não existiam indicadores econômicos oficiais com dados e metodologia confiável para o setor no Brasil”, diz André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie sobre a necessidade de fazer o levantamento.

A expectativa é a de que, com dados concretos divulgados periodicamente, o índice possa motivar o surgimento de políticas públicas para o setor. “Como entidade de maior representatividade do setor, era natural que a camara-e.net desenvolvesse esses indicadores e acompanhasse de perto a evolução do mercado”, completa o executivo.

Vendas online

A variação do índice de vendas nos últimos 20 meses (janeiro 2018 a agosto 2019) foi de 68,35%. Já no acumulado do ano até agosto, de 22,29%. Comparado com o mesmo período do ano passado, a diferença é de 22,97%.

Na comparação por regiões, o Nordeste apresentou a maior variação positiva dos últimos 12 meses: 80,1% entre setembro de 2018 e agosto de 2019. Em seguida, estão as regiões Centro Oeste (70,43%), Sul (63,03%), Norte (55,77%) e Sudeste (50,24%).

Faturamento

O estudo também monitora os índices de faturamento do e-commerce e constata que, entre janeiro de 2018 e agosto de 2019, houve uma variação nominal de 80,54%. No acumulado do ano (janeiro de 2019 a agosto de 2019), a variação foi de 18,59%. Na comparação entre agosto deste ano ante o mesmo mês de 2018, a diferença foi de 19,19%.

Participação do e-commerce no comércio varejista

A terceira métrica analisa a participação do e-commerce no comércio varejista restrito (exceto veículos, peças e materiais de construção). Entre julho de 2018 e junho de 2019, a participação do comércio eletrônico no varejo restrito foi de 5,2%. No mês de junho de 2019 (o último mês analisado pelo IBGE), o índice de participação do e-commerce no varejo restrito foi de 5,4%.

O levantamento mostra ainda que a Black Friday influencia muito o setor no país e pode ser considerado o segundo Natal. Em outubro do ano passado, a participação do e-commerce no comércio varejista foi de 4,5%. Já em novembro (mês da promoção), foi de 8,3%, quase o dobro.

Categorias

Na avaliação por categorias, a participação do faturamento do e-commerce nas atividades do comércio varejista ficou dividido em: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (42,2%); móveis e eletrodomésticos (23,9%); tecidos, vestuário e calçados (13,2%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,3%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (1,6%).

Consumidores Virtuais

O levantamento revela ainda que, entre abril e junho de 2019, 10,1% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra no comércio eletrônico. Ao avaliar o mesmo trimestre do ano anterior, é possível concluir que o índice era de 7,6%. O aumento reforça a tendência de que o brasileiro está cada vez mais engajado em comprar por meio das plataformas digitais.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

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