Redação E-Commerce Brasil

Casal sai de férias e monta e-commerce de pashmina durante viagem

Quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Quando tinha 17 anos, Luiz Paulo Oliveira abriu uma empresa de marketing digital. Depois de passar sete anos trabalhando 15 horas por dia, o jovem empreendedor quis mudar. “Eu só pensava em bens materiais.”

Decidido, utilizou suas economias para viajar o mundo ao lado da noiva, Jéssica Rodrigues. Ironicamente, durante a viagem, encontraram uma oportunidade de negócio quando estavam na Índia: vender pashminas para o público brasileiro pela internet, com a My Pashmina.

O primeiro contato do casal com o produto foi na região da Caxemira, região norte da Índia. “O comércio é muito forte nessa região. Lá, como tem muito produto falso, tivemos a sorte de conhecer uma pessoa que nos mostrou as pashminas originais”, diz Oliveira.

Os dois só aprenderam a reconhecer o tecido com essa ajuda. “Ele nos ensinou que a pashmina é um produto valioso e que dificilmente fica exposto nas lojas.”

E a viagem, com um foco “antitrabalho”, se tornou um empreendimento. Foram quase 40 dias pesquisando e estudando o produto para formalizar um modelo de negócios. Depois deste tempo, o casal decidiu conhecer o pashminas com mais detalhes.

“A gente foi para a Caxemira passar 15 dias e entender o processo de confecção. É um produto caro no mundo inteiro, mas tem potencial no mercado brasileiro”, afirma Oliveira. “É impressionante ver de perto os bordadores criando desenhos na sua frente”, afirma Jéssica, que também é artesã.

No ar
Aproveitando sua expertise no marketing digital, Oliveira não teve grandes problemas para tirar a ideia do papel. Ele colocou o e-commerce no ar quando ainda estava fora do Brasil, inclusive. “Eu fiz sozinho o que consegui, mas também fui atrás de favores antigos e pedi a força de amigos.”

E, em julho deste ano, quando estavam na Índia, lançaram o e-commerce My Pashmina. Site que comercializa peças confeccionadas com “lã de cabras que vivem nas montanhas do Himalaia”. As peças têm ticket médio de R$ 700.

Para importar as pashminas, o casal compra peças diretamente com um contato da região da Caxemira, que adquire os produtos dos artesãos.

Além do item, carro-chefe da loja, o e-commerce oferece echarpes e lenços – com preços que variam entre R$ 280 e R$ 640. Para ajudar os clientes a escolherem sua pashmina, uma personal stylist fica disponível para atendimento pelo site.

A meta dos empreendedores é focar no mercado de luxo brasileiro. “Não estamos interessados em quantidades de clientes e, sim, na qualidade”, afirma.

Resposta
Vendendo de 80 a 100 peças por mês, a empresa fatura cerca de R$ 60 mil mensais. A projeção do casal de empreendedores é fechar 2016 com um faturamento entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão.

Para expandir, a empresa pretende lançar uma loja física até o próximo inverno. “Sabemos que o toque tem papel fundamental na venda dos nossos produtos e, por isso, desejamos expandir para além do e-commerce. Queremos que os brasileiros possam sentir na pele o material que nos inspirou a criar tudo isso”, afirma.

Fonte: Revista PENG

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