Redação E-Commerce Brasil

Campus Party: cinco startups para o e-commerce ficar de olho em 2017

Segunda-feira, 06 de fevereiro de 2017   Tempo de leitura: 4 minutos

Batalha de robôs, computadores personalizados, drones e realidade virtual. Pode até parecer passatempo dos chamados nerds, mas não só de tecnologia viveu a Campus Party, um dos maiores eventos do setor, que ocorreu na cidade de São Paulo até último sábado (4). Além das novidades cibernéticas, a Campus reuniu dezenas de startups cujos negócios se baseiam na internet.

O E-Commerce Brasil marcou presença no evento e selecionou cinco empresas no país que podem chamar a atenção do profissional de e-commerce em 2017. Confira:

Locauz

A plataforma foi criada em fevereiro de 2016 por Maiara Lemos. “Sempre odiei ser atendida por vendedores. Quando quis começar uma academia, ligava e me falavam que não podiam informar o preço, só pessoalmente”. O problema deu início a uma startup chamada Locauz, em que usuários e lojistas cadastram serviços na plataforma online e informam o preço sem a necessidade de entrar em contato com a loja. A ideia é criar uma forma de empoderar o usuário, de acordo com Maiara. Hoje, a plataforma tem 1300 lojas cadastradas e, até maio, deve oferecer opção de transação online – ou seja, fechar negócio pela internet.

Maqfácil

Conecta produtores rurais com os fornecedores de máquinas para produção agrícola. Funciona assim: um produtor que precisa de máquinas agrícolas (um trator, por exemplo) entra no site e escolhe uma dentre várias opções disponíveis de fornecedores (outros produtores, por exemplo). Um avaliador do Maqfácil vai até a máquina, faz um checklist das condições, acompanha a entrega até o cliente e, após o tempo de uso determinado, cuida também de todo o processo de devolução ao dono original. O negócio é fechado pela internet, mas o processo necessariamente passa pelo offline. A cada transação, a Maqfacil recebe um percentual – às vezes, a negociação envolve até sacas de produtos! Lançado há sete meses, a startup atua em Tangará da Serra, microrregião do mato Grosso, por ser uma área com grande demanda agrícola. “A base das negociações, ainda mais no campo agrícola, é a confiança. E queremos que chegue um dia em que os produtores tenham tanta confiança na plataforma e nos outros produtores que o checklist possa ser online”, afirma Matheus, um dos sócios da empresa. “Queremos que se torne uma rede de confiança entre produtores”.

Wish A Storage

Seguindo na esteira do AirBnB, o Wisastorage conecta pessoas que precisam de espaço para armazenar material e proprietários de casas com quartos, garagens e até banheiros sem uso, disponíveis para estoque, por cerca de um terço do preço normalmente praticado no mercado. Segundo Franz Bories, cofundador da startup, 23 acordos já foram fechados nos dois meses em que ele existe, enquanto 150 pessoas se cadastraram – um dos clientes mais assíduos é justamente um e-commerce. A cada transação, a startup fica com 15% do valor fechado. Por enquanto, o Wishastorage está disponível preferencialmente para a região de Pinheiros – mas a empresa recebe várias demandas do bairro de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, e de cidades do ABC paulista. “O próximo desafio é construir mecanismos de precificação para este setor, algo que não existe”, finalizou Bories.

Ucar

O aplicativo, que vai entrar em operação a partir de abril de 2017, nasceu a partir das várias experiências da Ana Paula Olentino, fundadora da startup, quando seu carro quebrou e ela não tinha um mecânico de confiança para chamar – os profissionais tentavam se aproveitar dela e cobrar mais caro, como se Ana não soubesse mexer no carro só por ser mulher. Neste momento, ela está em tratativas com de mecânicos para cadastrá-los no aplicativo, mas eles próprios estão se voluntariando para participar – no meio da entrevista, a fundadora mostra para a reportagem uma das mensagens trocadas com um cadastrado que lhe enviava o pedido de um colega para se inscrever. “Se eu só falar, as pessoas não acreditam”, brinca. O pagamento do serviço prestado (apenas da visita ao carro, não o serviço de manutenção), seja ele o de mecânico ou guincho, ocorre por meio do próprio aplicativo.

Sheeper

Thiago Rossener e seus colegas, criadores do aplicativo Sheeper, moravam em uma república na época de faculdade, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Quando precisavam fazer as compras da semana, sempre surgia o problema: qual é o supermercado mais barato? Voltaram para Taubaté e, lá, deram início ao aplicativo. “Muita gente que mora em apartamento não recebe folheto com ofertas, então pensamos em juntar as promoções em um só lugar”, afirmou. Além disso, ainda existe a preocupação com o gasto de papel e a possibilidade de cadastrar mais anúncios do que seria possível em um panfleto impresso. No seu modelo de negócios, os estabelecimentos escolhem um dos três pacotes de vantagens e podem analisar os resultados internamente, por meio de uma plataforma de métrica própria. Há oito meses no ar, o aplicativo tem 25 supermercados cadastrados.

Por Alice Wakai e Caio Colagrande para o E-Commerce Brasil

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