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  Redação E-Commerce Brasil

Como o blockchain está revolucionando até o comércio de carne

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018   Tempo de leitura: 5 minutos

Sim, é isso mesmo que você leu no título. A tecnologia, famosa pelo seu uso em criptomoedas, como o bitcoin, agora ultrapassa as fronteiras do digital.

Mas quem, afinal, está trabalhando com blockchain? Phil Gomes, diretor do Chicago Blockchain Center e VP da Edelman, mostrou dois casos para a gente durante a CES 2018, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Phil Gomes, diretor do Chicago Blockchain Center e VP da Edelman, na CES 2018 / Foto: Tiago Baeta

Walmart e JD.com

O blockchain já é usado, desde 2017, para rastrear e monitorar todos os tipos de embarques e transações, incluindo carne de porco exportado pela China.

Os dados incluem detalhes relacionados às origens da fazenda, informações de fábrica, datas de validade, temperaturas de armazenamento e envio dos produtos.

Segundo Gomes, a intenção da IBM – detentora da tecnologia -, o Walmart, o JD.com – e-commerce chinês – e a Universidade de Tsinghua é trabalhar juntos para criar novos padrões necessários para que seus clientes “tenham ótima experiência quando procurarem por informação sobre segurança alimentar e rastreabilidade”.

A JD.com, por exemplo, possui a maior infraestrutura de atendimento de qualquer empresa de comércio eletrônico na China. Em 2017, a plataforma tinha 266,3 milhões de usuários ativos e operava sete centros de atendimento, além de 335 armazéns em todo o país.

Segundo Frank Yiannas, vice-presidente de segurança alimentar e saúde do Walmart, “por meio da da colaboração, padronização e adoção de tecnologias inovadoras, podemos efetivamente melhorar a rastreabilidade e a transparência e ajudar a garantir a alimentação global segura para todos.”

Do lado chinês, Yongli Yu, presidente da JD Y, unidade de pesquisa da cadeia de suprimentos da JD.com, pontuou que, em todo o mundo, e particularmente na China, os consumidores querem cada vez mais a origem dos seus alimentos.

O atum da Indonésia

Já o projeto “From shore to plate: Tracking tuna on the blockchain”, segundo exemplo do uso de blockchain dado por Phil Gomes, rastreia peixes capturados na Indonésia e observa se estão dentro da conformidade, desde sua origem, oferecendo transparência para o consumidor, vendendo somente peixes capturados de forma sustentável.

A Indonésia é o maior produtor de atum do mundo – portanto, considerado local ideal para aumentar a transparência sobre a origem dos peixes e frutos do mar.

A realização de pesquisas e a implantação do protótipo na região permitiram compreender os problemas e avaliar as oportunidades tecnológicas e de rastreabilidade.

Segundo a IBM, por ano, 90% dos bens no comércio global são transportados pela indústria marítima. Para Gomes, é preciso encontrar uma maneira mais rápida e segura de lidar com os processos de documentação necessários para transportar mercadorias entre países.

Os custos administrativos e de documentação representam até 20% do transporte.

Confiança no blockchain

Recentemente, a Edelman publicou um estudo sobre o índice de confiança nas empresas baseadas em blockchain, em comparação ao cloud computing.

Mais de um terço do público dos 28 países pesquisados confia em empresas de blockchain mais ou igual às empresas que utilizam cloud computing.

Por Tiago Baeta, enviado a Las Vegas

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