Redação E-Commerce Brasil

Black Friday puxa alta de vendas no varejo em novembro, diz IBGE

Terça-feira, 15 de janeiro de 2019   Tempo de leitura: 3 minutos

Uma das principais datas do e-commerce, a Black Friday puxou as vendas do varejo nacional, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o órgão, em novembro de 2018, o comércio varejista cresceu 2,9% frente a outubro, na série com ajuste sazonal. Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em novembro foi de 0,4%.

Já o comércio ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, avançou 1,5% em relação a outubro. Na relação com o ano anterior, o volume de vendas saltou 5,8% – indicando que essas categorias também começaram a se popularizar durante a Black Friday.

Leia também: Varejo fecha 2018 com crescimento de 2,8%, maior alta em quatro anos

Confira a tabela do IBGE com a variação no volume de vendas, por categoria:

Um indicador da importância das promoções no resultado positivo de novembro foi a forte alta do grupo “Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico”, que cresceu 6,9% frente a outubro e 16,9% em relação a novembro de 2017.

O grupamento engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc e teve seu desempenho impulsionado pelas vendas online. Com isso, o setor acumulou alta de 7,3% nos últimos 12 meses.

“Quem mais influenciou o resultado positivo foram justamente as atividades mais sensíveis às promoções da Black Friday. São atividades que têm uma concentração de empresas que se beneficiam mais das vendas online, que é o foco das promoções de novembro. Observamos isso em relação a outubro, mas também com relação a novembro do ano passado”, analisou Isabella Nunes, gerente de pesquisa do IBGE.

Queda em apenas duas categorias

Móveis e eletrodomésticos (5,0%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos (2,8%) também foram impulsionados pelas promoções. Já Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%), Tecidos, vestuário e calçados (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (0,1%) também tiveram resultados positivos.

Apenas duas atividades tiveram queda em relação a outubro: Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%).

“O patamar atual de vendas está próximo de junho de 2015. Ele coloca o comércio na menor distância do pico da série histórica desde então. Porém, mesmo com esse avanço importante, ainda está 5,1% abaixo do recorde, que foi em outubro de 2014. Por outro lado, já se distanciou do ponto mais baixo, que ocorreu em dezembro de 2016, quando estávamos -13,5% abaixo do pico”, completou Isabella.

Vendas avançam em 25 das 27 Unidades da Federação

De outubro para novembro de 2018, na série com ajuste sazonal, as vendas no comércio varejista avançam em 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Bahia (8,7%), Rondônia (8,2%) e Maranhão (7,7%). Os recuos foram registados em Tocantins (-0,5%) e Roraima (-0,1%).

No comércio varejista ampliado, 26 estados mostraram aumento nas vendas, com destaque para Rondônia (7,4%), Sergipe (6,4%) e Pará (6,2%). O único com resultado negativo nessa comparação foi em Roraima (-1,5%).

Com informações da Agência de Notícias do IBGE

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