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  Redação E-Commerce Brasil

Birman, da Arezzo, anuncia plataforma de marcas, hubcast e teste virtual de sapatos

Quarta-feira, 06 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 10 minutos

Fundada na garagem do avô, a Arezzo só passou para as mãos de Alexandre Birman há cerca de 7 anos. Foi em 2013 que um consultor de gestão de empresas familiares recomendou que ele assumisse o comando da companhia.

Ao longo desses anos, manteve um crescimento constante de 10% ao ano, em média. E no e-commerce, tem crescido cerca de 38% todos os anos. “Um crescimento chinês”, como gosta de comparar. 316 novas lojas foram abertas nesse período.

Para o futuro “a gente quer se transformar em uma plataforma de experiência, de relacionamento com o consumidor, que entrega produtos”, explicou Birman.

Arezzo em Porto Alegre

Durante a Conferência E-Commerce Brasil Rio Grande do Sul, o executivo revelou que irá lançar um teste no fim de novembro para digitalizar todo o acervo de sapatos das mulheres. “Um dos grandes problemas da mulher é o espaço que ela tem para guardar sapatos”, disse.

Ele explicou que a novidade será um aplicativo para digitalizar todo o closet de sapatos das mulheres. “Assim, será possível combinar seus sapatos com suas roupas. O objetivo final dessa plataforma é criar um business de venda Peer to Peer (ponto a ponto)”, explicou.

Birman anunciou, ainda, que nos próximos meses também lançará um Hubcast. O novo podcast será alimentado frequentemente com informações e treinamentos sobre a transformação digital da companhia.

Além disso, ele anunciou também, sem muitos detalhes, que vai “transformar a Arezzo & Co em uma plataforma de marcas. “Não só marcas que nós criamos, mas marcas que nós identificamos que tenham a ver com o nosso negócio. Dentro disso, nós anunciamos no dia 02 de outubro que a partir de janeiro de 2020 iremos fazer essa transformação da plataforma”, afirma.

Origem

Alexandre Birman
Alexandre Birman – CEO, Arezzo & Co

“O que me traz até aqui é essa paixão incansável por encantar as mulheres, para fazer com que o sapato seja um companheiro, porque realmente faz parte do nosso dia a dia e da nossa vida”, explicou Birman.

“O que é sentimento na vida, como paternidade e casamento, a gente só sabe como é de verdade, quando passa por ele. E tem um sentimento que eu não sei o que é, eu nunca passei por ele, que é questionar a minha carreira”, afirmou o executivo.

Alexandre Birman explica que, quando nasceu, o pai dele tinha só 21 anos e recém fundado a Arezzo, na garagem da casa do avô, em setembro de 1972.

O pai era sacoleiro. Ia sempre ao Rio de janeiro, comprar produtos de moda e revender para a vizinhança. E um dos produtos que ele revendia eram calçados. Alexandre conta que o pai teve a ideia de, ao invés de revender, aumentar a margem de lucro produzindo ele mesmo os calçados.

A partir daí, comprou algumas máquinas, algumas peles de couro e de maneira laboratorial começou a cortar sapatos. A cada novo calçado, aperfeiçoamentos eram realizados. Com o passar dos anos, Alexandre ficou mais velho e na adolescência quis estudar mais sobre o tipo de negócio da família.

“Fui para os estados unidos, morei em colégio interno, fui para a Itália aprender sobre a técnica do design de calçados, aos 16 anos de idade. E já aos 18, me senti preparado para alçar voo próprio”, explicou.

Schutz

“Meu pai sempre disse que atrás de uma grande marca vem um grande produto de sucesso. Tem que ter um produto, é preciso se diferenciar para alguma coisa, ainda mais neste mundo super competitivo de hoje”, revelou Birman. Na opinião dele, não adianta ser “um pouco de tudo”. É preciso  ser “muito de pouca coisa”.

Em outras palavras, é necessário ser especialista e entregar um produto que só você tem, um serviço que só você consegue oferecer. Com isso em mente, surgiu a principal bota do catálogo da Schutz em 1998, marca lançada por Birman.

“Essa bota é nosso best seller até hoje. Todo inverno a gente vende muito a mesma bota, sem mudar nada nela. Esse tipo de descoberta não está na prateleira, não está na universidade, não tem fórmula pra isso, é um jogo constante de tentativa e erro”, ponderou Alexandre.

Convite

Em 2007, o pai de Birman o convidou para se tornar sócio dele. “Com troca de ações e plano robusto de crescimento, para atrair a atenção de fundos de investimento”, explicou. Pai e filho venderam 25% da empresa para um desses fundos, com o objetivo de crescer.

Daí, então, vieram várias iniciativas, segundo ele. A primeira, era transformar a Schutz em um “business de fábrica”. Isso, porque, até 2008, a Schutz ainda não tinha nenhuma loja física.

A primeira loja foi aberta em plena rua Oscar Freire, badalado centro comercial de alto padrão dos Jardins, em São Paulo. Em seguida, o grupo decidiu lançar novas marcas para diversificar e atrair novos públicos, como a Ana Capri e a própria marca Alexandre Birman.

Colocar humanização no atendimento online. Não é um atendimento robótico, não é um atendimento de máquina. E um atendimento de um ser humano. E as nossas clientes percebem isso. Elas sabem que atrás de uma compra online de qualquer marca da Arezzo & Co, tem alguém, tem uma pessoa ali, tomando cuidado, fazendo o melhor para que a experiência dela seja boa.

O tênis de zíper

Um dos segredos para o bom desempenho da marca é o tratamento que se dá aos clientes. O atendimento não pode ser robotizado, na opinião de Birman. É preciso humanizá-lo para se aproximar dos clientes.

Ele dá um exemplo: Uma cliente, que era cadeirante comprou um tênis novo que tinha um zíper. “Ela estava feliz porque iria calçar sem precisar da ajuda de alguém. Ela iria colocar o pé e só puxar o zíper.”

Porém, quando o produto chegou na casa dela, houve uma grande frustração, porque o zíper era apenas de enfeite, não tinha função.

Segundo, o executivo, “Ela mandou e-mail pra gente, reclamou bastante dessa decepção. Disse que tínhamos a obrigação de falar sobre isso na descrição do produto. E a empresa não tinha explicado que o Tênis tinha um zíper de enfeite”.

Para reverter o problema em oportunidade, a empresa teve a ajuda dos próprios modelistas para, finalmente, fazer um tênis com zíper funcional. Além disso, escreveram o nome da cliente na palmilha do calçado.

“A cliente ficou satisfeita com a marca. Portanto, é preciso ter uma experiência digital completamente diferenciada. Meu avô me ensinou que o cliente está sempre certo. Com o cliente não se discute”, completa Birman.

Por Rafael Chinaglia, da redação do E-Commerce Brasil

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