Redação E-Commerce Brasil

Bezos e Ambani disputam liderança do varejo trilionário na Índia

Quarta-feira, 02 de dezembro de 2020   Tempo de leitura: 2 minutos

Jeff Bezos e Mukesh Ambani, dois dos homens mais ricos do mundo, enfrentam um ponto de inflexão em uma batalha pela liderança do crescente mercado de varejo da Índia, que vale quase US$ 1 trilhão.

O resultado de uma disputa legal que envolveu os bilionários da Amazon e da Reliance — em que uma decisão judicial é iminente — pode moldar o cenário de varejo da Índia nos próximos anos.

O vencedor da disputa pela Future Retail, parceiro local distante da Amazon, largará na frente na corrida para atender às necessidades diárias de mais de 1 bilhão de pessoas.

Se a Amazon for bem-sucedida, poderá retardar os planos da Reliance de expandir suas operações de e-commerce e de lojas físicas. Se a Amazon perder, suas esperanças de expandir seus interesses na segunda maior varejista da Índia e lucrar com sua principal cadeia de fornecimento de alimentos serão frustradas, dizem especialistas do setor.

A Amazon está tentando impedir a compra de US$ 3,4 bilhões dos ativos de varejo do Future Group pela Reliance. A empresa norte-americana, que conseguiu uma liminar de um juiz para bloquear o negócio Reliance-Future, acusa sua parceira de violar alguns acordos pré-existentes, de enganar o público e de insider trading. A Future nega as acusações.

Guerra de gigantes na Índia

Amazon, Reliance and Future não responderam aos pedidos de comentários.

Segundo reportagem da Reuters, a gigante de Bezos é uma concorrente formidável, mas Ambani tem um histórico disruptivo. Ele abalou empresas estrangeiras de telecomunicações ao oferecer pacotes de dados muito baratos. Executivos da indústria veem seus planos de comércio eletrônico como uma ameaça à Amazon e ao Flipkart do Walmart.

“Se a Reliance continuar se movendo cada vez mais rápido, obviamente será muito difícil para qualquer um vencê-la”, disse Himanshu Bajaj, chefe da consultoria indiana de práticas de varejo Kearney, à publicação.

Leia também: Pandemia acelera e-commerce na Rússia e coloca áreas remotas no mapa online

Fonte: Reuters

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