Redação E-Commerce Brasil

Amazon repassa imposto digital aos vendedores do marketplace na França

Quinta-feira, 22 de agosto de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Em meio a protestos contínuos de coletes amarelos e uma notável queda econômica, há agora mais uma razão para o governo francês estar descontentes. A Amazon informou a vendedores terceirizados, residentes na França, que está aumentando as taxas do Amazon Marketplace — agora eles têm que pagar 3%. As informações são da Forbes.

O motivo? A gigante do varejo afirma que foi forçada pelo imposto digital de 3% recentemente aprovado pelo parlamento francês, que tem como alvo qualquer empresa que fature pelo menos 750 milhões de euros (cerca de US$ 832 milhões) em receitas anuais como resultado de “atividades digitais”, incluindo 25 milhões de euros ganhos dentro da própria França.

Menos impostos que os pequenos

Pequena ou grande, nenhuma empresa quer enfrentar custos mais altos para fazer negócios, mas o que é particularmente significativo sobre a resposta da Amazon ao imposto digital é que ele ataca a própria razão de ser do imposto.

Em março, quando o ministro francês da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, apresentou o projeto de lei correspondente, ele disse ao jornal Le Parisien que os gigantes digitais do mundo “pagam 14 pontos de impostos a menos que as pequenas e médias empresas da Europa. O fato de que essas empresas pagam menos impostos na França do que uma grande padaria ou um produtor de queijo em Quercy cria um problema real”.

No entanto, em vez de inclinar a balança para algum tipo de equilíbrio viável entre as superpotências tecnológicas e as pequenas empresas, que supostamente estão ameaçadas de extinção, o último movimento da Amazon revela que simplesmente legislar para impostos adicionais a serem cobrados de plataformas digitais não é o que o governo francês e de outros lugares esperariam que fosse.

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Transferência de cobrança

Embora a administração Macron estivesse indubitavelmente ciente de que corporações como a Amazon agora gozam de quase monopólios em seus respectivos setores (essa é uma das principais razões pelas quais ela queria taxá-las), aparentemente não conseguiu antecipar que esses monopólios lhes permitiriam transferir os custos para usuários e vendedores sem sofrer danos comerciais significativos.

Por exemplo, a Amazon tem uma participação de 49,1% no mercado de e-commerce nos EUA. No Reino Unido, 90% de todos os compradores usam o varejista online regularmente, enquanto na França, a Amazon está crescendo duas vezes mais rápido que o varejo online e, atualmente, desfruta de uma quota de mercado de 19%.

Dado que muitas pessoas dependem da Amazon para fazer compras e que pequenos e médios varejistas vendem através do marketplace da empresa, é claro que o varejista norte-americano tem poder de mercado suficiente para aumentar suas tarifas de vendedor, sem prejudicar seu crescimento ou sofrer perda de receita.

No caso da França, os vendedores que enfrentam um aumento de 3% nas taxas que pagam não estão em posição de deixar a Amazon e vender seus produtos em outro lugar. Se eles forem, sem dúvida perderão negócios.

Da mesma forma, em cenários em que eles se ajustam ao aumento de 3% ao repassar o custo para os consumidores, a maioria dos consumidores não estará em condições de abrir mão da Amazon, já que existem poucas alternativas reais de escolha e conveniência oferecidas no varejo online.

Com informações da Forbes

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