Redação E-Commerce Brasil

Amazon faz filmes com base em dados sobre interesse do consumidor

Quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Amazon está produzindo filmes e programas de TV, utilizando os recursos de rastreamento de preferências de consumidores e de processamento de dados que desenvolveu em seu percurso para se tornar a maior companhia mundial de varejo via internet.

A Amazon está essencialmente promovendo o “crowdsourcing” para a criação de conteúdo original –filmes como “Zombies vs. Gladiators” e a série de TV infantil “Magic Monkey Billionaire”.

O grupo de varejo espera que essa abordagem resulte em maior número de sucessos e menos fracassos do que a prática usual de Hollywood de filtrar ideias criativas por meio de almoços regados a martínis entre os dirigentes de estúdios e os astros de cinema.

Como a Netflix, sua rival na distribuição on-line de filmes, a Amazon está desenvolvendo conteúdo próprio a fim de suplementar os filmes e programas de TV adquiridos de Hollywood. A Amazon paga cerca de US$ 1 bilhão ao ano, estima-se, por licenças de transmissão de conteúdo produzido por terceiros, no serviço de vídeo por streaming Prime Instant.

Desde o final de 2010, a produtora da empresa, Amazon Studios, vem permitindo que aspirantes a cineasta e roteiristas subam milhares de roteiros para seu site.

A Amazon tem uma opção exclusiva de compra desses roteiros cinematográficos com prazo de 45 dias e ao preço de US$ 200 mil; roteiros para programas de TV têm preço de US$ 55 mil. A empresa também pode pagar US$ 10 mil e prolongar por 18 meses seu prazo de exclusividade.

Em lugar de aprovar a produção de um longa-metragem ou piloto de série, a Amazon primeiro desenvolve os roteiros sobre os quais adquire opções como vídeos para teste.

Os vídeos são postados on-line para avaliação dos milhões de clientes da companhia. Os roteiristas utilizam esses retornos para ajustar seus textos, na esperança de melhorar as chances de criar uma obra de sucesso quando a Amazon dedicar milhões de dólares a transformar esses projetos em filmes ou programas de TV.

“Com sorte poderemos evitar os maiores fracassos”, disse Roy Price, que comanda a Amazon Studios. “Nossa ideia pode ser de que o mundo precisa de um filme sobre patinação ou navios de guerra, mas nada garante que estejamos certos. Com os testes será possível determinar que as pessoas na verdade não querem saber desse ou daquele projeto. Se você o faz antes de investir US$ 200 milhões nisso, seria bom negócio. Bom para os clientes e bom para a empresa.”

Com informações de Folha de São Paulo.

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