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  Redação E-Commerce Brasil

Especialista da Alexa afirma: ‘Comando de voz da Amazon está apenas começando’

Quarta-feira, 06 de novembro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

O terceiro dia do Web Summit, em Lisboa, contou com a presença de Rohit Prasad, vice-presidente e head scientist da Alexa Artificial Intelligence — assistente de voz da Amazon —, que foi um dos palestrantes mais esperados do evento. Ele informou que há mais de 80 mil equipamentos com a assistente Alexa integrada, e já foram vendidos mais de 100 milhões de unidades, além de mais de 100 mil aplicações (skills) disponíveis na assistente de voz.

“A aventura da Amazon nesta área acabou de começar. Apesar de termos feito grandes avanços na inteligência artificial, ainda estamos na infância. Quero que a Alexa esteja disponível em todo o lado e em qualquer momento. Estou super otimista de que vai acontecer”, acrescentou.

De acordo com o executivo, a Amazon pretende lutar pelo domínio na área da inteligência artificial focada no consumidor, — em competição com o Google, Apple e Microsoft –, apostando numa estratégia que combina hardware, software e ética.

Em um dos exemplos dados à plateia, o executivo da Amazon mostrou como a assistente, integrada em uma campainha Ring [marca que também pertence à Amazon], já é capaz de interagir com quem aparece à porta de casa e sem qualquer necessidade de interação por parte do usuário. Quando a pessoa chega em casa, a assistente avisa quem lá esteve e porque motivo.

Alexa mais natural

Se o hardware é importante para aumentar a área de “ataque” da Alexa, o software é igualmente crucial. A compreensão do que é dito está quatro vezes melhor do que quando foi lançada, em 2014, assegurou o cientista.

“A voz da Alexa está mais suave, menos robótica e mais natural. Como é que essa melhoria aconteceu? Desde os primeiros dias, usamos aprendizagem automática aprofundada e grandes quantidades de dados. Avançamos para usar técnicas como aprendizagem ativa e supervisionada e transferência conhecimento de uma tarefa para a outra”, explicou. A Alexa também já reconhece algumas vozes de celebridades, como é do ator Samuel L. Jackson.

A assistente também consegue aprender sozinha novos termos de pesquisa, tendo apenas por base a repetição de um comando de voz por parte do usuário. “Isso vai além das palavras e aprende contextos de muitas maneiras diferentes. A Alexa agora pode ter um palpite de que deixou a garagem aberta e te avisa”, informou Prasad.

Inteligência artificial e ética

Para o executivo, a influência da Amazon nessa área é inegável. “A inteligência artificial conversacional foi uma mudança de paradigma. O que nós introduzimos foi a sua democratização.”

A outra área que a Amazon considera crucial é a ética. Por isso, a empresa tem trabalhado para implementar funcionalidades que obrigam a assistente a ser mais transparente e que dá aos usuários maior controle sobre os dados, segundo o executivo.

“Precisamos que a inteligência artificial seja mais confiável para os clientes. Isso é sobre transparência e controle dos dados nas mãos dos consumidores. Se perguntar ‘Alexa, o que você ouviu?’, ela vai responder. Existe a opção do usuário fazer o seguinte pedido na sequência da resposta: ‘Alexa, apaga tudo o que eu disse hoje’”, enfatizou Prasad.

Veja também: Brad Smith, da Microsoft: ‘Privacidade é essencial aos direitos humanos’

Por Vivianne Vilela, diretora executiva do E-Commerce Brasil, enviada especial para o Web Summit

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