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  Redação E-Commerce Brasil

A terceira onda: shoppings terão de se reinventar e vender online

Quinta-feira, 29 de agosto de 2019   Tempo de leitura: 8 minutos

Com um novo tipo de consumidor, o que os shoppings precisam fazer para se reinventarem?

 

O ano de 1966 foi marcado pela inauguração do primeiro shopping center do Brasil, o Iguatemi, em São Paulo. Até meados dos anos 2000, havia ainda poucas unidades espalhadas pelo país. Esse período é considerado pelo mercado como a “primeira onda”, com um crescimento tímido na relação dessas empresas com os consumidores.

De acordo com Luiz Marinho, sócio-diretor da GS&Malls, a segunda onda foi a “fase de ouro”. Ele diz que entre 2003 e 2013, havia um crescimento médio de 6 por cento ao ano. Em 2010, ainda de acordo com Marinho, o crescimento real do varejo foi de 12 por cento. Só para se ter uma ideia, quase 200 novos shoppings surgiram nesses 10 anos.

Porém, em 2014, o país entrou em uma crise profunda, ocasionada por uma recessão econômica. “Muitas pessoas acham que depois da crise, o desempenho dos shoppings vai voltar a ser como era antes. Mas o mundo mudou. Temos um consumidor diferente. Nosso produto ‘shopping center’ não faz mais sentido, quando orientado apenas pelo consumo”, explica Marinho.

Shoppings para Millennials

Luiz Marinho diz que “a geração dos Millenials prefere usufruir do que possuir”. São chamados assim, os jovens que nasceram entre o início dos anos 1980 e o fim dos anos 1990. “Essa geração vai trazer como consequência, um novo tipo de shopping center, diferente, onde o visitante vai se divertir”, explica.

“A gente vai começar a ver espaços cada vez mais agradáveis para frequentar e estar. Esses locais não serão mais vistos apenas como destino de compras, mas como lazer e entretenimento. É a Disneyficação do shopping”, afirma.

Porém, Marinho levanta uma questão importante. Como ganhar dinheiro nesse novo modelo de negócio? De onde virá a receita? Qual o caminho? O mix do shopping vai mudar. E a resposta para isso vem da China, segundo Marinho.

Ele diz que o modelo do ecossistema de negócios está se revolucionando e vai chegar com força no Brasil. Na China, isso quer dizer E-commerce. Mas como trazer esse conceito para os shoppngs brasileiros? O assunto foi discutido em um painel durante o congresso Latam Retail Show, em São Paulo.

Palestrantes durante o Latam Retail Show 2019/Foto por Rafael Chinaglia

Além de Marinho (em pé, na foto acima), que foi o mediador do debate, participaram do painel (da esquerda para a direita) Marcelo Miranda, vice-presidente do grupo Iguatemi, Laureane Cavalcanti, Diretora executiva de marketing e comunicação do Aliansce Sonae Shopping Center, e Pedro Daltro, Presidente da Cyrela Comercial Properties.

A terceira onda é disruptiva, avalia Marinho. E alguns grupos de shoppings já criaram a lançaram plataformas de e-commerce para complementar as vendas. Sites ou APPs surgem para que os shoppings se tornem cada vez mais omnichannel, vendendo produtos para omniconsumidores. E assim, tentando aproximar o físico do digital e conquistar os clientes.

A ideia, segundo as discussões, é que os novos consumidores possam comprar pelas plataformas digitais e retirar os produtos pessoalmente no shopping. E, estando lá, usufruir de serviços e experiências, como opções gastronômicas, diversões, exposições e muitas outras possibilidades que podem ser criadas.

Por Rafael Chinaglia, da Redação E-Commerce Brasil.

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