Redação E-Commerce Brasil

1,36% das vendas do e-commerce brasileiro na Black Friday foram tentativa de fraude, mostra Konduto

Quarta-feira, 09 de dezembro de 2020   Tempo de leitura: 3 minutos

A taxa de tentativa de fraudes sobre o total de pedidos no comércio eletrônico brasileiro ficou em 1,36% durante a Black Friday de 2020, segundo balanço da Konduto, antifraude para e-commerces e pagamentos digitais; isso corresponde a 2,72% do faturamento na data. Já no ano passado, o índice de tentativas de fraude em quantidade de pedidos ficou em 1,14%.

Durante o último fim de semana de novembro, houve um aumento de 48,33% no número de pedidos, em comparação a 2019. Se levada em consideração só a sexta-feira, o crescimento fica em 65,15% em compras online.

“Olhando para o ano passado, tivemos um pequeno aumento no índice de tentativas de fraudes. Isso acontece, porque o número de compras legítimas feitas neste período também é maior”, explica Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto.

“Muitos consumidores evitam fazer compras não essenciais (TVs e smartphones, por exemplo) até dois meses antes da Black Friday para esperar a época de descontos. Além, claro, de antecipar as compras de Natal”, completa. Canabarro explica ainda que a edição deste ano era uma das mais aguardadas, já que muitos varejistas prometiam descontos mais agressivos para compensar a queda nas vendas durante a pandemia.

Considerando os quatro principais dias de promoções (quinta-feira, 26 de novembro, a domingo, 29 de novembro), a Konduto analisou vendas de mais de 4 mil lojistas, e o tempo de resposta do sistema de análises do antifraude foi de 85,9 milissegundos por pedido.

A empresa ainda comparou os dados da Black Friday com um final de semana comum. O levantamento mostrou que os seus clientes venderam a mais 268,94% em valores transacionais e 133,22% em quantidade de pedidos.

O estudo sobre a Black Friday, destaca também o índice de tentativas de fraudes (sobre a quantidade de pedidos) dos segmentos que tiveram aumento nas vendas durante a pandemia. Dentre eles está o de eletrodomésticos com 1,86%, seguido pelo setor de vestuário com 1,24%. Saúde e cosméticos obteve uma porcentagem de 1,16% e o segmento esportivo, de 0,94%.

Já a Cyber Monday, que por definição deveria oferecer descontos maiores em produtos eletrônicos, serviu como uma forma de os varejistas aproveitarem para manter as promoções e continuarem vendendo independente do setor. Essa edição teve um crescimento de 58% na quantidade de compras, em comparação ao ano passado. E suas vendas, mais de 40% em faturamento.

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