E-commerce + conteúdo = content commerce

Por Rafael Cichini Terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

“It’s the economy, stupid”. A frase elaborada por James Carville, estrategista da campanha de Bill Clinton à presidência dos EUA em 1992, entrou para a história por expor uma verdade simples, mas cruel: independentemente de qualquer situação, é a estabilidade (ou a instabilidade) econômica que dita as decisões políticas, empresariais e sociais. Porém, na era digital, é preciso mais do que o ganho financeiro para atrair e conquistar consumidores exigentes e informados.

Atualmente, mais do que descontos e preços atraentes, as pessoas querem obter conhecimento. Se for possível pesquisar e aprender em um único portal ou loja, melhor. Com esta premissa, começa a ganhar corpo um movimento que combina plataformas de e-commerce, responsáveis pelo suporte às transações online, com os sistemas de gerenciamento de conteúdo (CMS, em inglês), que tratam do conteúdo presente nas páginas.

A união se faz necessária, pois une o avanço do content marketing ao ambiente corporativo. Um levantamento da Forrester Research relatou o fenômeno: o gerenciamento de conteúdo é o segundo item de maior necessidade apontado por lojistas virtuais para os próximos dois anos, com 34% de preferência. Está à frente, inclusive, das plataformas de e-commerce, que ocupam a quarta posição, com 24%.

As empresas descobriram que oferecer conteúdo de qualidade é a melhor forma gratuita de se posicionar nas primeiras posições das páginas de busca. Quanto mais informações relevantes disponibilizadas, melhor o posicionamento nos buscadores e, consequentemente, maior o fluxo de visitas. Além disso, o usuário que estiver indeciso no momento da compra vai optar pelo e-commerce que trazer mais informações.

Mas nem sempre foi assim. Nos primórdios do comércio online a lógica era a mesma da offline. Bastava expor o produto e deixar o consumidor procurá-lo. Ele provavelmente não se importaria com poucas informações ou até mesmo links quebrados. O conteúdo, qualquer que fosse ele, ficava limitado às informações técnicas, geralmente traduzidas de manuais de instruções.

Agora, com o desenvolvimento de novas tecnologias, é possível combinar as duas plataformas. Existem soluções em código aberto que permitem isso, propiciando um e-commerce com CMS. Porém, é preciso identificar a proposta da loja virtual para definir a ferramenta. Um e-commerce mais robusto pode precisar focar na quantidade de transações ao invés das informações dos produtos, por exemplo.

O importante é enxergar que conteúdo e comércio são dois lados da mesma moeda e atendem uma demanda crescente no mundo virtual: a satisfação e conectividade de clientes cada vez mais exigentes. O consumidor atual espera um ambiente familiar em qualquer canal, seja nas redes sociais ou em grandes e-commerces.

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