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Você recomendaria a compra num marketplace durante a Black Friday?

por Mauro Tschiedel Quinta-feira, 16 de novembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Dias atrás conversando com um amigo, ele perguntou o que achava de comprar um notebook durante a Black Friday. Como tenho um e-commerce, obviamente respondi que sim: “você tem que aproveitar se achar algo bom”.

Depois de fazer a recomendação, surgiu um capetinha no meu ombro direito que começou a me cutucar, colocando um monte de dúvidas na minha cabeça. Vamos a algumas delas:

  • Vai ser fácil decidir a compra?
  • O entrante no e-commerce vai se sentir confortável comprando nos marketplaces?
  • Se ele comprar num marketplace e o pedido não for da loja, e sim de um seller, este cara vai entregar para ele?
  • Se comprar de um seller ruim, será que vai vir bem embalado?
  • E o prazo? Será que vai ter no estoque? (Ele queria dar pra presente)
  • Se a compra der problema, ele vai conseguir encontrar o produto no mesmo preço, mas do marketplace, já que a diferença poderia ter sido pequena?
  • Como responder a todas estas perguntas e não perder um potencial cliente entrante no mundo do e-commerce?

    Bom, me encontrei com este amigo no último dia 27, para ajudar ele na decisão de compra e ensinar o caminho das pedras. Comecei olhar o produto que ele estava pensando em comprar, era um roteador, e o capeta do ombro direito tinha cada vez mais razão. O produto era um “Roteador Wireless TP-LINK AC750 ARCHER C20 Dual BAND”.

    A primeira coisa que fiz foi jogar no Google para ver quem vendia o produto e o Mercado Livre estava fazendo o dever de casa: apareceu em primeiro lugar da busca. Mas ao acessar, veio a surpresa: vi 51 itens só na primeira página com preços diferentes e fotos iguais, ou muito similares. Veja abaixo, os itens exibidos:

    Era muita opção para a mesma coisa, ou muito similar. Os preços variavam de R$ 119,00 até R$ 233,00

    Então, pensei vou para Americanas, que devem ter o produto, já prevendo que o capeta estava rindo no meu ombro. Apareceram na busca, uma penca de resultados e para piorar, dentro de um mesmo resultado havia 24 opções de preços e lojas. O preço do item variava de R$ 123,90 até R$ 634,99. Obviamente este último preço estava errado, mas o consumidor não tem obrigação de saber, o que só gera dúvida e desconforto e vai piorando a escolha…

    Sim, vou a outro marketplace: escolho o Ponto Frio que deve ser diferente, afinal não é possível que todo mundo seja tão igual. Sim, havia menos opções, com o preço variando entre R$ 123,50 e R$ 195,99, mas mesmo assim eram 12 opções do mesmo produto. Eu estava perdendo a escolha para o capeta – 3×0 pra ele.

    Lembrei-me da queridinha do momento, a Amazon. Na busca principal, retornou uns 3 itens em duplicidade, mas ao entrar no primeiro, apareceram 16 ofertas do mesmo produto, com preço variando entre R$ 108,90 e R$ 202,01.

    Na minha busca, o preço final variou de R$ 108,90 à R$ 195,99 no mesmo produto, possivelmente vendido pelos mesmos sellers.

    Conclusão

    O varejo deixou de ser varejo quando o atendimento é importante. Os vendedores não podem ficar preocupados em atender o cliente, demonstrar com fotos, com textos, fazer diferenciais, pois isso aumenta os custos da operação. Hoje o que  que vale é preço. Os marketplaces estão focados em preço, preço e preço.

    Mas no final das contas, qual local eu recomendaria para meu amigo comprar? Não me resta outra opção a não ser dar razão ao capeta: “compre no mais barato, porque são todos iguais”. Tá, vão dizer que o prazo é diferente, etc,etc. Pode ser, mas é o único diferencial possível para uma loja dentro de um marketplace. Para piorar, duvido que clientes normais entrem na lista de outros vendedores da buybox, que é tão escondida em alguns sites que mal dá para achar.

    Então, nossos grandes ‘e-commerces’, nossos shoppings virtuais estão perdendo a oportunidade de aprender com o mundo físico, com os “shoppings de concreto” a máxima que ensina que não se coloca duas lojas de sapato ou de eletrônicos, lado a lado, para não se canibalizarem.

    Tanto não aprenderam que operam no vermelho, durante anos e anos, e agora querem forçar os outros a operarem também.

    Fortaleçam seus e-commerces próprios, trabalhem sua marca, o futuro mostrará que será mais saudável para todo mundo.

    Você recomendaria esse artigo para um amigo?

    Nunca

     

    Com certeza

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    1 comentário

    Comentários

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    1. Ficou a dúvida!
      Vc coloca q o importante é preço, preço, preço; mas no final diz p fortificar a marca. Vc enxerga q essa fortificação da marca se da somente através do melhor preço, é isso?

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