Você é um empreendedor ágil de ecommerce?

por Flávio Rodrigues Maciel Terça-feira, 06 de janeiro de 2015

Você sabe como Nick Swinmurn iniciou a Zappos, hoje a maior varejista online de calçados do mundo?

Um empreendedor comum diria que ele viu na internet uma provável oportunidade de vender sapatos, encarou o risco de fazer contratos com alguns poucos fornecedores, comprar um estoque inicial e construir uma loja virtual boa o suficiente para só então “ver no que ia dar”.

É assim que todos fazem, não é mesmo?

Pois o Nick fez diferente.

Ele visitou lojas de sapatos locais, tirou fotos de cada sapato exposto e construiu um website expondo cada um desses sapatos para venda.

Toda vez que alguém comprava um sapato pelo seu site, ele ia até a loja local e comprava o sapato pelo preço cheio. Isso mesmo, sem qualquer lucro. Ele pagava para vender.

E qual a sacada afinal?

O Nick:

  • não comprometeu dinheiro comprando estoque inicial que ele não saberia se venderia
  • nem perdeu tempo construindo uma super loja virtual com todos os recursos que julgaria necessários
  • nem perdeu tempo realizando contratos com fornecedores ou qualquer outra atividade que não fosse realmente necessária para começar a vender

Com pouco tempo e dinheiro investidos, Nick não só comprovou que vender sapatos pela internet tinha potencial, como também aprendeu como superar objeções comuns e a melhor forma de divulgar esse tipo de produto pela internet. Ele estava então seguro para dar o próximo passo: fazer contratos, comprar estoque e investir numa loja realmente profissional.

Isso foi em 1999, mas essa forma focada e eficaz de pensar é hoje o mínimo que se espera de qualquer empreendedor de e-commerce que queira ser bem sucedido.

Quer um exemplo local? Que tal a Ferramix, um varejista online de ferramentas, que começou em 2004 a revender poucos produtos pelo Mercado Livre, encontrou um nicho que fez seu negócio crescer e hoje vende mais de 3 milhões de reais por ano online.

Baby Steps

É tudo uma questão de fazer o que é realmente importante primeiro, em pequenos passos (baby steps), evitando qualquer desperdício de tempo ou de dinheiro.

Nunca existiram tantas tecnologias e ferramentas à disposição que hoje permitem você transformar seu negócio num verdadeiro laboratório. O empreendedor online de hoje deve ser um cientista que constantemente testa, testa e testa.

Quer exemplos?

Para começar a vender online agora, com baixíssimo custo:

Para contratar desenvolvedores/designers/redatores/consultores bons e baratos por job ou por hora:

Para trazer tráfego agora para a sua loja:

Para fazer testes com facilidade e transformar seu negócio num laboratório:

Para conectar qualquer sistema e se tornar realmente produtivo:

Para fazer email marketing eficiente e ridiculamente simples:

Tudo está ao alcance, para qualquer bolso. E existem ainda muito mais opções do que essas que eu listei a título de exemplo.

E você, acredita mesmo que é necessário investir muito tempo e dinheiro para construir um comércio eletrônico perfeito e também complicado, antes de realizar qualquer tipo de venda?

Você não acha melhor começar a vender o quanto antes e assim reduzir riscos e ganhar tempo para só investir no que fizer realmente sentido investir?

Afinal, você é um empreendedor ágil?

Você recomendaria esse artigo para um amigo?

Nunca

 

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4 comentários

Comentários

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  1. O Exemplo citado não “legal”e não deve ser praticado pois estaria “fora da lei” mas o fundamento do artigo é ótimo e concordo 100% com “É tudo uma questão de fazer o que é realmente importante primeiro, em pequenos passos (baby steps), evitando qualquer desperdício de tempo ou de dinheiro.”
    Abraços

    Responder
    1. Te entendo, Fabiano.
      Mas veja como sites de importação da china e outros locais (dropshipping) como o http://www.bazarbem.com.br/ e http://www.encomendaglobal.com funcionam.
      Nos termos da loja virtual, consta que são meros intermediários de importação.
      O dropshipping, que é uma atividade comercial até onde sei legal, inclusive, não necessariamente precisa envolver importação, já que pode envolver fornecedores locais.
      E mais: quão legal é muito comerciante de rua que está ali todo dia ganhando a vida? Quão legalizados estão a grande maioria dos vendedores do mercado livre, inclusive lojas que movimentam muito dinheiro?
      Tudo isso é bastante relativo.
      Enfim, de maneira nenhuma quero fazer “apologia a clandestinidade”, não me interpretem mal, mas para validar um negócio e até mesmo obter uma tração inicial necessária para realmente investir mais, há riscos que na minha opinião podem ser desconsiderados.
      O que você acha, Fabiano?
      Abs!

      Responder

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